Descobertos pássaros monstruosos que habitaram o nosso planeta há milhões de anos

Tinham 1,77 metros de altura e pesavam cerca de 220 Kg.

Foi anunciada esta semana a descoberta de uma nova espécie de pinguins gigantes pré-históricos, que terão habitado o planeta Terra há cerca de 55 a 60 milhões de anos atrás. Os exemplares desta espécie terão vivido ao largo da costa da Nova Zelândia e, com 1,77 metros de altura, pesavam cerca de 220 Kg.

Pelo seu incrível tamanho, os cientistas deram o nome de Kumimanu biceae a esta nova espécie, que na língua maori, falada pelo povo nativo da Nova Zelândia, significa “Pássaro Monstruoso”. Actualmente, o maior pinguim vivo é o Pinguim Imperador e, mesmo esse, continua a ser um pouco mais pequeno que este “Pássaro Monstruoso”.

Já existiam evidências de que, num tempo longínquo, os pinguins teriam tamanhos muito superiores àqueles que apresentam agora. De qualquer forma, esta descoberta veio provar que o seu grande tamanho é algo que apareceu muito cedo na sua cronologia evolutiva, muito antes do que qualquer outro grande animal marinho.

Estes pinguins Kumimanu biceae aparecem na história do nosso planeta alguns milhares de anos após a extinção dos dinossauros. De facto, foi a extinção dos dinossauros que abriu uma janela de oportunidade evolutiva para muitos animais se desenvolverem e afirmarem como grandes seres. No caso dos pinguins, essa afirmação pôde ser feita nos oceanos, local onde a competição evolutiva ainda mal existia.

Vários cientistas acreditam que a extinção destes pinguins gigantes está directamente relacionada com o posterior aparecimento de grandes mamíferos marinhos como as baleias, as focas, os golfinhos. Toda esta competição marinha pelo mesmo habitat e as mesmas fontes de alimentação terá levado à sobrevivência apenas dos pinguins como os conhecemos hoje, pequenos e adoráveis.

Este estudo foi publicado na revista Nature Comunications e teve como autor principal Gerald Mayr, paleontologista no Instituto de Investigação de Seckenberg e no Museu de História Natural de Franfurt, na Alemanha.

Milhares de pessoas seguem o Shifter diariamente, apenas 50 apoiam o projecto directamente. Ajuda-nos a mudar esta estatística.