Trump tem a cabeça na Lua

O Presidente dos Estados Unidos quer estabelecer uma base na Lua, como um passo para a primeira missão tripulada a Marte.

Youtube/NASA

E desta vez, diz, os EUA não só colocarão a bandeira e deixarão a sua marca na Lua, como estabelecerão “uma base para uma eventual viagem a Marte.” Mais uma vez, parece um filme, mas não é. O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, formalizou ontem uma directriz para o estabelecimento de uma base na Lua, visitada pela última vez em 1972, como um passo para a primeira missão tripulada a Marte.

“A directriz que estou a assinar hoje irá reorientar o programa espacial dos Estados Unidos sobre exploração e descoberta humana, marcando o primeiro passo no retorno dos astronautas norte-americanos à Lua, pela primeira vez desde 1972”, afirmou Trump, numa cerimónia na Casa Branca.

Donald Trump estava acompanhado no acto pelo director interino da Agência Espacial Norte-Americana (NASA), Robert Lightfoot; por Peggy Whitson, a primeira mulher astronauta que foi comandante na Estação Espacial Internacional; e pelo vice-Presidente dos Estados Unidos, Mike Pence.

A última vez que os Estados Unidos enviaram uma missão tripulada fora da órbita terrestre foi em 1972, na Apollo 17, na qual dois de seus astronautas – Eugene Cernan e Harrison “Jack” Schmitt – realizaram três caminhadas na superfície da Lua.

O próprio Schmitt, de 85 anos, também esteve presente no evento, 45 anos depois de sua icónica caminhada.

O dia do anúncio foi simbólico: afinal, a última missão tripulada ao nosso satélite natural foi há precisamente 45 anos. A 11 de Dezembro de 1972, o módulo de aterragem da missão Apolo 17 alunou pela última vez.

Trump referiu o que pode surgir deste tipo de missões, como aplicações militares. “O espírito pioneiro sempre inspirou a América”, disse sobre os “pais fundadores da nação”. “Hoje o mesmo espírito pioneiro está de novo para começar novas viagens de exploração e descoberta, para que levantemos os nossos olhos para o céu e imaginemos, mais uma vez, as possibilidades que nos esperam nessas lindas estrelas grandes se nos atravessemos a sonhar, e nós sonhamos em grande. É isso que o nosso país está a fazer outra vez: sonhar em grande.” E rematou: “É uma forma de inspirar o futuro e deixar a América orgulhosa.”

Mike Pence sublinhou as palavras de Trump: “Todos sabem que estabelecer a nossa presença na Lua é vital”, disse o vice-Presidente, referindo os benefícios dessa presença, desde a segurança nacional, passando pela defesa e a criação de emprego. “O que fizemos hoje tem uma visão clara do retorno da América à Lua, preparando-nos depois para Marte e mais além”, ambicionou. “A América irá liderar uma vez mais no futuro e nas gerações que virão.”

Este moon walk da Casa Branca não é uma surpresa e a ideia remonta a 2016, quando, em plena campanha eleitoral para a Presidência dos EUA, Trump e Pence deixaram bem claro que queriam que os astronautas norte-americanos voltassem à Lua. No Centro Espacial Kennedy, da NASA, na Florida, Donald Trump tinha prometido mesmo mudar as restrições da agência espacial norte-americana para que não fosse apenas uma agência logística para actividades em baixa órbita da Terra. “Com a Administração Trump, a Florida e os Estados Unidos vão liderar o caminho para as estrelas”, disse na altura.

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