2017 foi um pesadelo para as crianças em zonas de guerra

Ninguém devia ser submetido à guerra, ao pânico e ao receio de simplesmente viver.

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Guerra e crianças são duas palavras que a humanidade tem obrigação de separar, custe o que custar. Segundo o mais recente relatório da UNICEF, 2017 foi um ano “de pesadelo” na exposição das crianças a cenários de horror bélico. Manuel Fontaine, diretor de programas de emergência da organização refere que esta situação não pode ser o novo normal e que as pessoas não podem ficar sem agir. O documento que suporta estas afirmações dimensiona e torna público uma quantidade inimaginável de crianças mortas em zonas de guerra ao serem tornadas parte activa no conflito.

África continua a ser uma das zonas do globo onde este flagelo mais se acentua. República Democrática do Congo, Nigéria e Camarões são alguns países do continente onde as crianças são mais expostas a panoramas que nunca deviam contactar. A título de exemplo, desde 2013 mais de 19 mil crianças foram recrutadas à força para combater como soldados no Sudão do Sul.

O Médio Oriente é a outra área geográfica que a UNICEF monitoriza como das piores do planeta nesta questão. No Iémen morreram ou ficaram feridas cerca de 5 mil crianças de 2015 a 2017, existindo ainda um racionamento de alimentos alarmante, levando a que 2 milhões de crianças atravessem sérias dificuldades de sobrevivência. No Iraque e na Síria, o número de mortos nesta faixa etária atingou os 700 só em 2017, podendo ser mais elevado até ao final do ano civil.

Também no continente europeu as crianças não respiram paz. Na zona oriental da Ucrânia, milhares de crianças vivem em alerta máximo devido ao facto do território onde brincam não estar livre de artefactos de guerra que a qualquer momento podem criar explosões e consequentes danos humanos.

Ninguém devia ser submetido à guerra, ao pânico desta e ao receio de simplesmente viver. As crianças têm apenas uma obrigação na vida: brincar. Os líderes políticos e os países com poder devem intervir para impedir a crescente exposição de pequenos seres humanos que precisam de paz para serem felizes.