Os Fugly cantam para os millennials em 2018

Millennial Shit é o primeiro álbum da banda do Porto, que será apresentado com uma digressão que passará por Portugal e lá por fora também.

Fugly banda
 
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Dois anos depois do primeiro EP Morning After, após muito sangue, suor e lágrimas, os Fugly seguem o seu percurso em busca do caos e da excentricidade frenética do noise e do garage, bem como da cura para a ressaca, com o novo Millennial Shit, que será lançado este mês de Janeiro pela editora independente O Cão da Garagem.

Os millennials são a Geração Y, os jovens nascidos entre os anos 1980 e os anos 1990, época que culminou na maior taxa de nascimentos per capita. São a voz do emprego precário, dos estágios intermináveis, da abstenção política, dos direitos dos animais, do vegetarianismo, da erradicação dos estigmas populares, da preguiça, do aborrecimento, da legalização da marijuana, dos smartphones, da falta de emoção e capacidades sociais, da depressão antecipada, do controlo hormonal e do capitalismo forçado.

Com este mote, o álbum gira à volta do romance jovem, das noites loucas e espalhafatosas em que tudo de mau e bom acontece. O arrependimento causado por um dia seguinte cheio de perguntas sem resposta e todo o existencialismo associado. Millennial Shit será editado dia 19 de Janeiro, sendo já conhecidas duas faixas – “Hit A Wall” foi o último single a ser divulgado, com direito a videoclipe desenhado por Telmo Soares e animado por Alexandre Braga.

O álbum, completamente produzido e gravado pela banda no Adega Studios, arranca a todo o gás com “Hit A Wall”, “Ciao (You’re Dead)”, “Millennial Shit” (tema do EP), “Take You Home Tonight” (o primeiro single; videoclipe em baixo) e “Yey”. Todas elas com um registo harmónico e melódico muito simples, directo ao assunto. Músicas rápidas, com pouco tempo e que em poucos versos, introduzem a história: a decadência emocional de quem acabou de ficar sozinho, perdido no meio de copos e tal, em que nem os amigos conseguem fazer nada para mudar, apenas uma epifania causada por muito desgaste psicológico.

É em “Delirium” que temos esse ponto de viragem, o momento de reflexão. “Rooftop”, “Inside My Head” e “The Sun” dão esperança à personagem de poder mudar tudo, de começar de novo e perceber a lição que foi aprendida. Vemos aqui também um registo mais apurado, fugindo um pouco à estética punk e dando-nos uma espécie de viagem ao centro do Ser. As letras são mais expressionistas e mais densas. Finalizando com uma surpresa no disco, uma música sem nome, “XXXXX”, os Fugly homenageam o fechar de um ciclo e o recomeço de outro que estará para vir.

Pedro Feio, ou Jimmy, começou o projecto em 2015 quando se fartou de estar sempre atrás da mesa de mistura e começou a querer subir de vez em quando ao palco. Chamou Rafael Silver e, mais tarde, Nuno Loureiro para juntos descobrirem a solução para três questões fundamentais: como se entra para as áreas secretas dos jogos do Tony Hawk? Qual a melhor cor de calças? Cerveja: gelada ou morninha?

Após mais de 40 espectáculos num ano em torno do primeiro EP, passando por festivais como Vodafone Mexefest, NOS Em D’Bandada, Sumol Summer Fest, Indie Music Fest e pelo palco Super Nova, os Fugly voltam à carga em este ano à procura de respostas com uma digressão que passará por Portugal e lá por fora também.

Estão marcados concertos no Porto, Lisboa, Portalegre, Évora, Coimbra, Leiria, Vila Real, Monção, Braga e Fafe, entre Fevereiro e Março. Depois o grupo segue, com os Whales, para Espanha, França, Bélgica, Holanda, Alemanha a Itália.

Capa do disco

Millennial Shit estará cá fora dia 19 de Janeiro em edição digital em todas as plataformas (Spotify, iTunes/Apple Music, Amazon Music, Google Play Music, etc), sendo que a versão física chegará depois em CD e sabe-se lá, talvez, em vinil e cassete

Digressão dos Fugly

  • 9 de Fevereiro -– Maus Hábitos, Porto
  • 10 de Fevereiro – Damas, Lisboa
  • 16 de Fevereiro – Quina das Beatas, Portalegre
  • 17 de Fevereiro – SHE, Évora
  • 22 de Fevereiro – Tabacaria Teatrão, Coimbra
  • 23 de Fevereiro – Clap Your Hands and Say Fest, Leiria
  • 24 de Fevereiro – Boreal Festival de Inverno, Vila Real
  • 2 de Março – El Corzo, Santiago de Compostela (Espanha)
  • 3 de Março – Porta Onze, Monção
  • 9 de Março – Sé Lá Vie, Braga
  • 10 de Março – Café Avenida, Fafe
  • 13 de Março – Madrid (Espanha)
  • 14 de Março – Bilbao (Espanha)
  • 15 de Março – Toulouse (França)
  • 16 de Março – Saint-Jean-de-Laur (França)
  • 17 de Março – Limoges (França)
  • 18 de Março – Antuérpia (Bélgica)
  • 20 de Março – Eindhoven (Holanda)
  • 23 de Março – Chemnitz (Alemanha)
  • 24 de Março – Hannover (Alemanha)
  • 25 de Março – Berlim (Alemanha)
  • 29 de Março – Viacenca (Itália)
  • 30 de Março – Bolonha (Itália)
  • 31 de Março – Roma (Itália)
  • 1 de Abril – Perpignan (França)
  • 4 de Abril – Oviedo (Espanha)
  • 5 de Abril – Lugo (Espanha)
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