Ainda não temos palavras para a nova de James Blake

Original e vanguardista assentam sempre que nem uma luva mas para descrever o single If The Car Beside You Moves Ahead o melhor termo parece mesmo ser hipnótico.

If The Car Beside You Moves Ahead

Se calhar, já devíamos ter escrito sobre esta música antes mas a verdade é que entre as dezenas de repetições que foram feitas em apenas dois dias, poucas foram as palavras encontradas para descrever o mais recente lançamento de James Blake. Original e vanguardista assentam sempre que nem uma luva nos trabalhos do britânico mas para descrever o single, “If The Car Beside You Moves Ahead“, o melhor termo parece mesmo ser hipnótico.

Desde o lançamento do álbum The Colour In Anything, em 2016, que o músico britânico tinha andado arredado de novos lançamentos – no final de 2017, apresentou 3 faixas em concertos ao vivo e agora brinda os seus fãs em streaming com um novo tema, que se especula também possa vir a fazer parte da sua próxima compilação.

“If The Car Beside You Moves Ahead” foi primeiramente apresentada na emissão em directo da rádio BBC 1 e chegou à internet pouco tempo depois com o complemento de um videoclipe igualmente encantador, obra de Alexander Brown – o mesmo que em 2011 realizou o vídeo para “The Wilhelm Scream”.

James Blake volta assim ao radar – e aos plays incessantes –, a poucos dias de partir na aguardada digressão europeia de Kendrick Lamar, onde funcionará de artista de suporte numa digressão que se espera ser muito especial.

“If The Car Beside You Moves Ahead” soa fresco, ao mesmo tempo que nos recorda dos melhores tempos de  Blake (sim, a mistura de todos os seus tempos), e chega para voltar a sintonizar no seu comprimento de onda, depois de no final do ano passado o músico ter partilhado uma versão ao piano de Vincent, cover de Don McLean’s que compôs a banda sonora do filme Loving Vincent.

O novo single de James Blake recupera, assim, os seus sintetizadores digitais e disruptivos, aquele glitch sonoro que se tornou em si característico juntando-os à maravilhosa voz de que já tínhamos matado saudades na rendição ao piano.