41% dos utilizadores não guardam as palavras-passe em segurança

A Kaspersky Lab, conhecida empresa detentora de software de proteção como anti-vírus, foi ouvir os seus consumidores e detectou as suas principais preocupações no que toca às palavras secretas.

Kaspersky

O adventos das aplicações, plataformas e dos softwares enquanto serviços minimizou, muito provavelmente, o número de cartões de identificação que temos de carregar na carteira mas fez disparar — e de que maneira — o número de passwords que temos de decorar na nossa cabeça ou memorizar no nosso computador — com tudo o que de arriscado um e outro cenário representam.

As palavras-passe passaram na última década da simples palavra de acesso a uma conta de um jogo ou de uma rede social para um lugar de destaque no que toca as credenciais de acesso aos serviços do nosso quotidiano. O cartão multibanco pode muito bem ser substituído pelo acesso ao banco online e até os serviços estatais já têm plataformas em que a passe se equipara ao cartão físico, permitindo fazer uma série de operações. Esta mudança elimina o risco da perda de cartões e aumenta a dificuldade na escolha e diversificação das palavras-passe.

A Kaspersky Lab, conhecida empresa detentora de software de proteção como anti-vírus, foi ouvir os seus consumidores e detectou as suas principais preocupações no que toca às palavras secretas. Como era de esperar contas bancárias online, aplicações de pagamento e compras online surgem no topo da lista que mede a preocupação quanto à força da password — algo que dificulta a memorização dos códigos e implica a utilização de tácticas menos seguras como o armazenamento cerebral.

41% dos inquiridos pela empresa russa afirmam que guardma as palavras-passe de modo inseguro, 21% recorre mesmo ao velhinho método do bloco de notas e caneta. 10% prefere uniformizar as passwords de modo a recordar-se de todas, esquecendo o problema em que incorre se um hacker descobrir essa sua passe-mestra.

17% dos consumidores questionados pela Kaspersky Lab confirma que já enfrentou uma ameaça, ou foi vítima, de hacking nos últimos 12 meses. No topo das preocupações dos portugueses com a privacidade estão o acesso a: palavras-passe (50%), localização (46%) e por fim, informação financeira (38%).

Para evitar riscos de segurança e a necessidade de uma memória de elefante para decorar tudo o que é necessário, existem várias aplicações de gestão de passwords que permitem o armazenamento encriptado dos códigos, acessível apenas por uma única passe (que deve ser forte). Entre os exemplos de aplicações deste estilo figuram a LastPass, 1U Password Manager, a Dashlane ou as aplicações detidas pelas empresas de segurança como a Norton Identity Safe ou o Kaspersky Password Manager.