Chloe Kim: medalha de ouro aos 17 anos, entre o “sonho americano” e a Coreia do Sul

Chloe Kim foi qualificada para os Jogos Olímpicos de Inverno, pela primeira vez, com 13 anos.

Chloe Kim via Twitter
 
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“A actual melhor atleta de halfpipe do mundo”. Foi assim que Tom Monterosso, editor da revista Snowboarder Magazine, descreveu Chloe Kim, vencedora norte-americana da medalha de Ouro nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2018, na modalidade halfpipe de snowboard. Com apenas 17 anos, combina a rapidez de Shaun White e a essência de Kelly Clark, ambos campeões olímpicos, assegura Rick Bower, treinador da equipa de snowboard norte-americana, ao The New York Times.

O reconhecimento de Kim nesta modalidade é-lhe apontado desde os 13 anos, quando foi qualificada para as Olimpíadas de Sochi, na Rússia, em 2014. Na altura, devido ao facto de a idade mínima para participação na prova se estabelecer nos 15, Chloe Kim não seguiu na competição.

Antes de vencer a medalha de ouro, esta terça-feira, com 98,25 pontos em 100, Kim tinha já assegurado os títulos de atleta mais jovem a receber uma medalha nos X Games e primeira atleta, com menos de 16 anos, a arrecadar três medalhas nesta mesma competição. Também nos X Games conseguiu alcançar os (tao raramente dados) 100 pontos.

Chloe Kim foi ainda apontada pela revista Time como uma das 30 jovens mais influentes do mundo, por três vezes; foi campeã, por duas vezes, na U.S. Open Halfpipe e conta com duas medalhas de ouro ganhas nos jogos olímpicos juvenis de Inverno de 2016.

Ainda em 2016, com 15 anos, sagrou-se a primeira atleta numa competição internacional a aterrar na perfeição com a manobra back-to-back 1080 degree, feito que voltou a repetir em PyeongChang 2018. A dita manobra consiste na execução de três rotações completas e seguidas, tanto do lado esquerdo como do lado direito da parede, durante a corrida.

O percurso de Cloe Kim no Snowboard começou aos quatro anos, quando fez as primeiras corridas acompanhada pelo pai, Jong Kim. A vitória mais recente de Kim é particularmente interessante para a família da vencedora, já que os pais, de origem sul-coreana, emigraram para os Estados Unidos, em 1982, em busca do “sonho americano”, que acreditam se ter realizado com a medalha de ouro. “Estou muito feliz, concretizei um sonho de criança. Significa muito para mim alcançá-lo no sítio de onde a minha família é natural”, afirmou Chloe Kim, no final da prova.

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