Prémio Camões 2018 para o cabo-verdiano Germano Almeida

O escritor cabo-verdiano Germano Almeida foi galardoado com Prémio Camões 2018, tornando-se o sexto africano a ser distinguido com este prémio. Trata-se da maior consagração literária da língua portuguesa

Germano Almeida
 
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Germano Almeida nasceu em 1945 na ilha da Boavista, desde cedo mostrou paixão pela escrita e, nos anos 80 enveredou pela literatura. Agora, aos 72 anos e com mais de 30 de carreira literária, foi distinguido com o Prémio Camões, um dos mais meritórios no universo da literatura em Língua Portuguesa.

Em declarações à agência Lusa, Germano mostrou-se surpreendido com este reconhecimento – “existem muitos escritores que merecem o prémio tanto ou mais”. Para o escritor, o segundo cabo-verdiano a receber o Prémio Camões, depois do poeta Arménio Vieira (2009), este galardão representa “o reconhecimento do esforço e do trabalho” que vem desenvolvendo há anos.

Formado em Direito na capital portuguesa, actualmente tem a sua obra editada em Portugal pela editora Caminho, que em breve publicará o seu mais recente romance, O Fiel Defunto. Para além desta obra, Germano Almeida também assinou títulos como A ilha fantásticaOs dois irmãos e O testamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo. E Germano Almeida não é só reconhecido no nosso país, prova disso é o facto de ter a sua obra literária traduzida em países como Itália, França, Alemanha, Suécia, Noruega e Dinamarca.

O prémio Camões

Criado pelos Governos Português e Brasileiro em 1988, o prémio Camões tem um valor monetário de 100 mil euros, sendo atribuído com o objectivo de distinguir autores “cuja obra contribua para a projecção e reconhecimento do património literário e cultural da língua comum”. Trata-se da maior consagração literária da língua portuguesa e teve como primeiro galardoado Miguel Torga.

O prémio, que chegou este ano à sua 30.ª edição, foi anunciado pelo Ministro da Cultura, Luís Castro Mendes, no Hotel Tivoli, em Lisboa. O júri desta edição foi composto por Ana Paula Tavares, poeta e Professora de Literaturas Africanas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (Angola); José Luís Jobim, professor aposentado da Universidade Federal Fluminense e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Brasil); José Luís Tavares, poeta (Cabo Verde); Leyla Perrone-Moisés, professora emérita da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (Brasil); Manuel Frias Martins, professor jubilado da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (Portugal); Maria João Reynaud, professora jubilada da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (Portugal).

Em 2017, o prémio Camões foi entregue ao poeta e romancista, Manuel Alegre, numa cerimónia que decorreu no Rio de Janeiro.

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