O MEO tem o Windoh, a NOS tem o Wuant

Do YouTube para a publicidade.

Windoh meo Wuant nos

Mudam-se os tempos, mudam-se os rostos. Se antes o MEO recorria aos Gato Fedorento e a NOS ao Bruno Nogueira para comunicar os seus serviços, numa autêntica febre humorística como bandeira de campanhas promocionais, actualmente parece que são as figuras da internet a dominar as campanhas publicitárias das principais operadoras dirigidas aos jovens. Figuras essas que podem até nem ser humanos, como a Sophia, tão mediatizada durante o Web Summit. No meio disto tudo, são os youtubers aqueles que apresentam maiores argumentos – visualizações – no mundo online, convencendo, talvez por aí, as principais operadoras a apostarem nos seus rostos como cartão de visita dos seus anúncios.

A ligação da NOS ao YouTube vem dos tempos da Optimus, quando, em 2013, a operadora apresentou o tarifário WTF com campanhas que reuniram aqueles que eram, na altura, os youtubers mais badalados, como: Nurb, Pakistan, Diogo Sena, Kiko Is Hot, Djubsu ou Conguito. Mas a NOS acaba de lançar uma nova campanha publicitária, multi-meios, com outro rosto do YouTube: Wuant.

Wuant, um dos youtubers da ex-casa e eleito vlogger do ano nos prémios da IOL/TVI/Media Capital, apresenta o novo router da operadora – o NOS Power Router –, que promete um Wi-Fi até 10 vezes mais rápido. O vídeo assenta na promessa “quem vive na net não vive sem a net da NOS”, pensada pela agência de publicidade Havas Worldwide, e acompanhará uma campanha mais vasta, que passará também pela rádio, pelo cinema, pelo online e pelas lojas NOS.

A campanha da NOS surge semanas depois de o MEO ter escolhido Windoh para ser uma das caras da campanha que apresenta o MEO BY, os novos tarifários que permitem ao cliente escolher o que quer. A Windoh, outro dos youtubers da ex-casa, junta-se a cantora Carolina Deslandes, o surfista Kikas e o futebolista Danilo Pereira.

O mais insólito no meio disto tudo é que os dois youtubers vivem actualmente na mesma casa em Orlando, nos Estados Unidos. E, se o facto de ambos estarem fora do país poder reduzir, na teoria, o impacto do testemunho real – não podem usufruir dos serviços que promovem – pelo menos nenhum será acusado de “deslealdade” com a marca que representa, mesmo vivendo sob o mesmo tecto. O principal segmento destes youtubers são as crianças e os jovens, mas a sua omnipresença e influência online vai começando a torná-los transversais.