Priberam e FOX Life uniram-se e a palavra “mulher” tem novo significado

O dicionário online Priberam e o canal de televisão FOX Life juntaram-se para desafiar os portugueses a participar na revisão do significado da palavra "mulher". Três semanas depois apresentam-nos o resultado

 

A iniciativa iniciou-se no dia 2 de Maio e levou centenas de pessoas – 500 no total – a deixar o seu contributo no site oficial da campanha para completar o significado da palavra “mulher” no dicionário Priberam.

O resultado é o que aqui se pode ler: “ser humano do sexo feminino ou do género feminino; pessoa do sexo ou género feminino, depois da adolescência; pessoa do sexo ou género feminino casada com outra, em relação a esta; pessoa do sexo ou género feminino com quem se mantém uma relação sentimental e/ou sexual; conjunto de pessoas do sexo ou género feminino; que tem qualidades ou atributos considerados tipicamente femininos (ex: mulher da vida: [depreciativo] meretriz, prostituta; mulher de armas [figurado] corajosa, guerreira, lutadora”.

Antes deste movimento ser criado, a palavra encontrava-se definida no dicionário Priberam apenas como “pessoa adulta do sexo feminino; conjugue ou pessoa do sexo feminino com quem se mantém uma relação sentimental e/ou sexual; pejorativo: mulher pública: meretriz”.

Esta iniciativa levada a cabo pelo dicionário online Priberam e a FOX Life, apelidada de “A palavra mulher definida por nós”, surgiu pela consideração de que a mulher tem um papel cada vez mais vincado na sociedade que deve ser mediaticamente reconhecido. Do argumento nasceu o desafio que teve a duração de três semanas e, que contou com o testemunho de algumas caras bem conhecidas dos portugueses como as cantoras Simone de Oliveira e Gisela João, o estilista Luís Buchinho, a atleta Vanessa Fernandes, a cientista Raquel Oliveira e o chefe de cozinha José Avillez.

Na opinião de Cláudia Pinto, linguista da Priberam, a versão online é agora mais completa, apesar de deixar em abertos eventuais evoluções: “(…) Sabemos que um dicionário é uma obra inacabada, um trabalho contínuo, mas entendemos que o seu papel é registar, de forma controlada, os usos da língua e o seu dinamismo, o que se reflecte no caso do verbete mulher, que apresenta agora definições mais ajustadas ao uso real.”

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