Facebook desiste do seu próprio drone para distribuir internet

O Aquila está em terra e não vai mais levantar voo.

Facebook Aquila
Foto via Facebook
 
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O Aquila foi anunciado com alguma pompa e circunstância em 2015, apesar de a ideia de usar drones para levar a Internet a localizações remotas e, por isso, desconectadas já andar a ser trabalhada pelo Facebook desde um ano antes. Em 2016, no seu primeiro voo experimental, não correu tudo bem, tendo ocorrido uma “falha estrutural” que obrigou a uma aterragem complicada; foi melhor na segunda vez, um ano depois, mas ainda longe da perfeição, agora chega ao fim do seu ciclo de desenvolvimento.

Com 4 mil milhões de pessoas em todo o mundo sem acesso à Internet, Mark Zuckerberg quis dar o seu contributo e, entendendo a conectividade como um direito humano, lançou o Internet.org – um projecto que pretendia estender o acesso a um conjunto básico de aplicações, como o Facebook, aos países em desenvolvimento. O Aquila era apenas uma das iniciativas ao abrigo deste projecto – um drone capaz de circundar uma área de 100 km em diâmetro e de, a uma altitude de 20 km, enviar Internet para o solo através de ondas laser e de ondas milimétricas.

Era suposto o Aquila fazer parte do futuro da comunicação digital numa fase de transição mediada por grandes empresas, ligando dessas 4 mil milhões de pessoas desconectadas os 1,6 mil milhões que vivem em zonas remotas sem acesso a redes móveis e onde a implementação de outras soluções seriam desafios maiores e demasiado caros. Contudo, o Facebook decidiu desistir do Aquila. Em vez de desenvolver o seu próprio drone, a empresa vai apostar em parcerias, como com a Airbus, para tentar alcançar o mesmo objectivo que com o Aquila.

“Decidimos não continuar a desenhar ou construir a nossa própria nave, e fechar nossas instalações em Bridgewater”, escreveu Yael Maguire, do Facebook, no blogue de programação da empresa. Segundo o TechCrunch, o fecho das instalações em Bridgewater significa a perda de 16 postos de trabalho específicos para o desenvolvimento e manutenção do Aquila. Já o Business Insider conta que o responsável pelo projecto do drone já tinha abandonado o mesmo, depois de perceber que não existia interesse por parte do Facebook em prosseguir o investimento.

Quando o Facebook estava a investir no Aquila, depois de ter adquirido em 2014 a Ascenta, uma empresa britânica de drones, também a Google andava de olhos postos no céu. Um ano antes, tinha lançado o Project Loon, com o intuito de usar balões para espalhar Internet, e também em 2014 adquirido uma empresa de drones e aeronaves, a Titan Aerospace. O Project Loon continua de pé ao abrigo do X, uma das empresas do grupo Alphabet ao qual pertence a Google. Já a Titan e os respectivos drones para espalhar conectividade foram cancelados no início deste ano.

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