Clube Ferroviário reabre como Ferroviário e com um dos melhores terraços de Lisboa

Um clássico da cidade de Lisboa acaba de se reinventar.

Ferroviário Lisboa
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Nasceu oficialmente em 1961, para receber um conjunto de actividades culturais, desportivas e recreativas dos funcionários da CP (Comboios de Portugal), mas foi em 2010 que se sagrou como bar/terraço e palco de uma das melhores vistas de Lisboa. Depois de dois anos fechado ao público, o Clube Ferroviário surge agora com a promessa de ser devolvido à cidade com um nome mais curto – apenas Ferroviário –, nova gerência, nova decoração, nova programação e nova carta.

O renovado espaço, composto por dois palcos independentes, terraço ao ar livre com 500 metros quadrados, bar e sala de espectáculos, acolherá uma programação em torno de talentos emergentes da cidade, de áreas tão variadas como a música ou o cinema, passando pela fotografia, a pintura, as artes plásticas, a gastronomia, e outros. A curadoria ficará a cargo de Davide Pinheiro, conhecido jornalista e DJ, que seleccionará os diferentes artistas que, ao longo de toda a semana, passarão pelos diferentes espaços do Ferroviário. “Acima de tudo, este é um projecto cultural que pretende ser uma ‘estação’ relevante para Lisboa”, afirma Davide Pinheiro em comunicado.

Sala TGV
Sala TGV

O Ferroviário fica entre Santa Apolónia e o Beato a poucos metros do rio, oferecendo uma excelente vista sobre o Tejo. O espaço mantém a sua arquitectura de raiz intacta, sendo a decoração uma das grandes novidades para surpreender os visitantes. Os espaços interiores, desenvolvidos em parceria com uma empresa de matérias cénicos, remetem para o luxo decadente e os ambientes cabaret, com forte aposta nos veludos, dourados, efeitos de luz e peças vintage.

Hall
Hall

O terraço, ex-libris do Ferroviário, ficou a cargo do arquitecto de interiores Ricardo Seguro Pereira. O seu grande desafio: tornar um espaço amplo e algo devassado, num espaço acolhedor e repleto de recantos agradáveis. Foi mantida a vertente industrial do próprio espaço e da zona, suavizando-a com a criação de diferentes zonas de estar e um toque tropical. O amplo balcão central, o palco revestido por um jardim vertical, o inusitado balcão de mármore para o rio, o chão feito com solipas de madeira dos caminhos de ferro dos comboio, a iluminação abundante e as redes de sombra conferem a este espaço uma série de contrastes e particularidades que o tornam único.

Terraço
Terraço
Terraço

A gastronomia é outros dos pontos fortes do renovado Ferroviário, embora aqui não traduza a essência Lisboeta, também aqui se destaca a aposta em novos talentos. Nico Martínez-Villalba é um chef colombiano que acaba de chegar a Lisboa para lançar o seu conceito de autor, o Creatio, um menu inspirado nos sabores tradicionais sul americanos, típicos das ruas da Colômbia, Perú, México, Brasil e Argentina. Este menu, que estará “à prova” no Ferroviário até ao final do Verão, é a interpretação dos sabores e aromas das viagens de Nico pela América do Sul, razão pela qual é rico em frescura e citrinos, proporcionado refeições leves e tropicais, ideais para partilhar ao final da tarde.

“O Ferroviário é um espaço para os lisboetas. Da decoração, à programação, tudo foi pensado ao pormenor para que aqui, se sintam em casa. Criámos diferentes ambientes, com programação distinta, pois o nosso público é abrangente”, refere Nuno Correia Pereira, sócio do espaço e responsável também pelo Espumantaria do Cais, Espumantaria do Petisco e Peixola.

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