Agosto pode atingir temperaturas históricas, depois de um Julho atípico

A temperatura máxima, na generalidade do território, estará "muito acima dos valores normais para a época".

Se Julho foi o mês mais frio dos últimos 30 anos em Portugal, Agosto parece estar disposto a alterar o panorama deste Verão atípico em Portugal. Nos próximos dias, esperam-se temperaturas que possam atingir “máximos históricos”.

Segundo o IPMA – Instituto Português do Mar e da Atmosfera – a temperatura máxima, na generalidade do território, estará “muito acima dos valores normais para a época”. Esperam-se números a rondar os 35ºC na maioria das regiões do país. Alentejo, Vales do Douro e do Tejo e Beira Baixa deverão atingir os 40ºC, com probabilidade de algumas localidades alcançarem os 45ºC, alerta a Autoridade Nacional de Proteção Civil.

Este aumento das temperaturas máximas é acompanhado pela subida das temperaturas mínimas, pelo que Nuno Moreira, do IPMA, alerta também para “noites tropicais”. De acordo com o comunicado do IPMA, grande parte do território poderá contar com mínimos a rondar os 25ºC. São esperadas, ainda, poeiras no ar, vindas de África, em especial no sul do país.

Em comunicado à população, a Proteção Civil explica que as atuais alterações meteorológicas se devem ao “estabelecimento de um anticiclone sobre a Península Ibérica”, causa de temperaturas mais elevadas e também da descida da humidade relativa no território continental.

O IPMA já colocou 11 dos 18 distritos nacionais em alerta vermelho até ao final da semana, alertando para as temperaturas elevadas que poderão atingir. O instituto meteorológico destaca ainda o aumento do risco de incêndio na generalidade do país. Até ao final da semana, várias regiões em 12 dos distritos portugueses encontram-se em risco máximo de incêndio, sobretudo no interior.

Em relação a esta mudança de tempo, Patrícia Gaspar, da Autoridade Nacional de Proteção Civil, afirma que haverá “tolerância zero” quanto ao uso de fogo. A 2ª comandante nacional confirmou ainda que a Proteção Civil, em articulação com as Forças Armadas, o Instituto de Conservação da Natureza e a GNR se encontram a patrulhar as florestas. Além disso, o aparelho de combate aos incêndios foi reforçado através do preposicionamento de bombeiros e preparação das unidades municipais de Proteção Civil de combate às chamas.

Perante estas condições, Diogo Cruz, da Direção-Geral de Saúde, recomenda precaução por parte da população. A procura de ambientes frescos, beber muita água e evitar que o calor entre nas habitações são alguns dos conselhos dados. Segundo a Proteção Civil, o tempo “quente e seco” deverá persistir até ao final da semana na generalidade do território nacional.

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