Abertas vagas para as escolas do 1º e 2º Ciclos que queiram ensinar programação

As escolas interessadas em ter Ciências da Computação na sua oferta curricular devem candidatar-se até 7 de Outubro. Existem 100 mil vagas.

Foto de Academia de Código/DR

Já estão abertas as inscrições para o Projecto Aprende A Programar, uma iniciativa da Academia de Código Júnior com o apoio da Direcção-Geral de Educação (DGE) que oferece a 100 mil crianças do 1º ao 6º ano a possibilidade de aprenderem programação. As escolas interessadas em ter Ciências da Computação na sua oferta curricular devem candidatar-se até 7 de Outubro.

O projecto está desenhado para que qualquer professor possa ensinar a programar. Os docentes terão formação online de 25 horas, acreditada pela Associação Nacional de Professores de Informática (ANPRI), para estarem preparados para acompanhar os alunos do 1º e 2º Ciclos. Já as escolas que se propuserem ao programa têm que estar equipadas com computadores e acesso à internet (um computador pode servir para até dois alunos).

O projecto é totalmente gratuito para os estabelecimentos de ensino públicos e privados de Portugal Continental à excepção da área metropolitana de Lisboa, do Algarve e das escolas dos Arquipélagos da Madeira e dos Açores, sendo que estas podem incentivar as autarquias locais a aderirem. As inscrições podem ser feitas aqui até dia 7 de Outubro, sendo que à data já estão preenchidos mais de 45 mil lugares, segundo uma nota da Academia de Código enviada às redacções.

Os estabelecimentos de ensino podem encontrar mais informações sobre o Projecto Aprende A Programar neste folheto informativo ou no site da DGE, estando também disponível o e-mail inscricao.escolas@academiadecodigo.org.

Preparar as crianças para a sociedade digital

Os objectivos do Projecto Aprende A Programar passam por preparar as crianças para uma sociedade digital, combater o insucesso escolar, desenvolver o pensamento computacional, raciocínio lógico e a capacidade de “problem solving” com a introdução às Ciências da Computação. O programa está dividido numa componente online com vídeos, jogos e exercícios de programação – através da plataforma Blanc – e outra offline com jogos interactivos. Desta forma, as crianças passam de consumidoras de tecnologia para criadoras de tecnologia.

Ao todo, no ano lectivo 2017/18 e no âmbito deste projecto, crianças dos 6 aos 12 anos jogaram 208 442 níveis de jogos, foram criados 11 625 projectos de programação por blocos na plataforma Blanc e respondidos 8 116 quizzes sobre programação. “Chegámos a mais de 30 mil crianças, ajudando-as através da programação, a desenvolver o raciocínio lógico e cognitivo e ao mesmo tempo promovendo a inclusão social na sala de aula através dos nossos conteúdos. Em muitos casos, os resultados na disciplina de matemática melhoraram substancialmente. Na sequência deste sucesso, este ano abrimos 100 mil vagas”, aponta João Magalhães, director da Academia de Código, em comunicado.

Blanc: uma ferramenta amiga do ensino e das crianças

A plataforma Blanc, da Academia de Código, aparece como ferramenta de inclusão na sala de aula como ilustra este vídeo com testemunhos reais. “Descobrimos que várias escolas e colégios usaram o nosso software para envolver crianças com Necessidades Educativas Especiais com o resto dos alunos dentro da sala de aula”, refere João Montenegro, responsável pelo Blanc. “O facto dos alunos se poderem ligar à plataforma em equipas para resolver os exercícios, fez com que crianças que de outra maneira não conseguiriam participar no ritmo da aula, participassem e ultrapassassem expectativas.”

A plataforma Blanc, da Academia de Código

Todo o conteúdo leccionado nesta plataforma anda a par com o programa das outras disciplinas leccionadas e vai ainda de encontro com os objectivos para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, contribuindo para o progresso dos alunos enquanto cidadãos responsáveis – temas como a tecnologia, energias renováveis, cidades sustentáveis e igualdade de género, por exemplo.