Festival Iminente muda-se para o Panorâmico de Monsanto e já tem cartaz

Omar Souleyman, Kool G Rap ou Gisela João são apenas alguns dos nomes.

Foto de João Paulo Ferreira via Flickr

Realizado pela primeira vez em 2016, no Jardins Municipais de Oeiras, e depois de uma segunda edição no mesmo local no ano passado, o Festival Iminente está de volta, desta vez em Lisboa, num local que, segundo a organização, é “provavelmente um dos sítios mais incríveis no mundo para se fazer um festival”: o Panorâmico de Monsanto.

Um novo local, um cartaz reforçado e novos preços: o bilhete único de 10 euros (as edições anteriores custavam 6 euros) dá acesso a um dos três de festival e vai estar disponível a partir das 16 horas de dia 4 de Setembro. Serão, assim, três dias de Iminente com artistas individuais e colectivos, entre músicos, DJ, produtores, designers e ilustradores.

Do cartaz musical fazem parte, entre muitos outros, os norte-americanos DJ Maseo, dos De La Soul, e o rapper Havoc, metade dos Mobb Deep, o cantor angolano Bonga, o músico sírio Omar Suleyman e os portugueses Conan Osíris, Octa Push, Keso, Valete, Gisela João, Fogo Fogo, Norberto Lobo, Sara Tavares, Napoleão Mira, Carlão, Nídia, DJ Glue e Marta Ren & The Groovelvets.

Já, no que toca ao alinhamento não-musical, o Iminente contará com alguns repetentes – os portugueses Miguel Januário (±MAISMENOS±), Alexandre Farto (Vhils) e Wasted Rita – e estreantes – a dupla espanhola Pichiavo, o francês de origem portuguesa André Saraiva, o angolano Francisco Vidal e os portugueses Ricardo Jacinto, Pedro Gramaxo e o colectivo FAHR 021.3. Juntos prometem ocupar o espaço como se tivessem lá estado desde sempre.

Carros vão ter de ficar à porta… de Monsanto

O festival Iminente conta com curadoria de Vhils, da plataforma Underdogs e das editoras Enchufada, Príncipe e Versus, é co-organizado com a Câmara Municipal de Lisboa, que em 2017 realizou no espaço trabalhos de limpeza e de colocação de gradeamentos e execução de emparedamentos para possibilitar o acesso e a circulação de pessoas em condições de segurança. Em Setembro desse ano, o espaço passou a ser um miradouro oficialmente reconhecido, com horários de abertura e encerramento.

Foto de João Paulo Ferreira via Flickr

O Panorâmico de Monsanto, construído no Parque Florestal de Monsanto em 1968 e que permite uma vista panorâmica sobre Lisboa, está abandonado desde 2001, ano em que encerrou o restaurante que ali funcionava. Ao longo dos anos, e apesar da degradação, o edifício foi sendo utilizado por muitos como miradouro.

O acesso ao Iminente poderá ser feito apenas de transporte público (em articulação com a Carris, que oferecerá ligações especiais), de bicicleta (há uma ciclovia directa para o local) ou a pé. A circulação automóvel não será permitida na zona.