InfiniteBook: o caderno português que nunca acaba

A start-up de Pedro Lopes conta com investimento de Tim Vieira, chegou ao top da Amazon e acaba de lançar uma colecção... genial.

Pedro Lopes, jovem de 21, natural de Viseu mas a residir e estudar actualmente no Porto, queria um caderno onde pudesse escrever, apagar e escrever de novo. Como que um quadro branco na forma de caderno A4. Assim, nasceu o InfiniteBook.

Criou a start-up ainda no secundário, em 2014 – antes de dois atribulados anos de engenharia electrotécnica na Faculdade de Engenharia do Porto e um ano de gestão na Faculdade de Economia. O InfiniteBook nasceu como EcoBook e começou a ser comercializado através de uma campanha de crowdfunding na plataforma PPL – angariou 2 308 euros (185% do objectivo) de 101 apoiantes.

“Desde que construímos os protótipos, temos vindo a utilizá-los diariamente na escola, explicação e bibliotecas. As pessoas ficam sempre curiosas e pedem para experimentar. Até agora temos tido um feedback positivo e alguns interessados em adquirir o EcoBook”, escrevia a equipa do EcoBook – na altura, constituída por Pedro e pelo amigo Matheus Gerken, dois anos mais velho e também natural de Viseu – na página no PPL.

Hoje só Pedro se mantém no projecto InfiniteBook. A empresa conta com investimento de Tim Vieira e o caderno já é utilizado por milhares de pessoas de todo o mundo, uma vez que se encontra disponível na loja online Amazon, onde já chegou a top de vendas, segundo uma nota da InfiniteBook enviada às redacções. “Conseguimos passar um quadro de parede para uma folha igual ou menor que uma A4, num material maleável e que faz com que o texto seja permanente o suficiente para não sair com a mão, mas também suficientemente fácil de apagar quando necessário”, afirma Pedro, explicando o produto, em comunicado.

O InfiniteBook pode ser encontrado também na FNAC, Staples e CTT, e já foi adoptado por empresas como a EDP, a Galp, a Uber ou a Farfetch. A start-up está próxima de fechar o ano com 250 mil euros de facturação, o que irá representar um crescimento de mais de 100% face ao ano de 2017. O InfiniteBook apresenta-se como um símbolo de liberdade, criatividade e aprendizagem, mas também como amigo do ambiente, uma vez que a sua utilização contribui para a reutilização de materiais, deixando assim de parte o consumo de papel como material de rascunho.

Pedro Lopes e a sua empresa estão a lançar uma nova colecção do InfiniteBook intitulada “Genius”. São cadernos que trazem na capa “génios” conhecidos como Fernando Pessoa ou Albert Einstein. “A inovação baseia-se na tentativa e erro, quando nos estamos a lançar para o desconhecido não podemos ter medo. É um salto de fé, na esperança que saia dali algo grandioso”, é como Pedro explica o conceito para a nova colecção.

Com esta edição especial, a InfiniteBook não quis desenhar apenas um caderno utilitário, mas também representar a liberdade, criatividade e os génio que todos temos – quando estamos activamente a trabalhar nos nossos projectos. Em suma, os génios criam-se, ajustam-se e reinventam-se. E nós procuramos o mesmo para o nosso dia-a-dia criativo.