TorrentFreak bloqueado em algumas redes Wi-Fi por notícias sobre hacking e pirataria

O TorrentFreak tem sido bloqueado em algumas redes Wi-Fi, algumas mais públicas que outras, por apresentar "notícias sobre habilidades criminais/hacking" e/ou "violações de direitos de autor e pirataria".

Criado em 2005 por um holandês sob o pseudónimo “Ernesto Van Der Sar”, TorrentFreak é um site de notícias com um foco muito específico: direitos de autor, privacidade online e partilha de ficheiros. O nome – TorrentFreak – remete para o mundo dos torrents e do peer-to-peer (P2P), que, apesar de estar tantas vezes associado à pirataria, pode, tal como outras tecnologias, ser bem ou mal usada, não tendo por si só um valor negativo.

Contudo, o TorrentFreak tem sido bloqueado em algumas redes Wi-Fi, algumas mais públicas que outras, por ser considerado um site de pirataria. “No início deste mês, um leitor informou-nos que não conseguia ler o nosso sites de notícias durante a sua estadia no Premier Inn, em Croydon . Aparentemente, a rede Virgin Wi-Fi do hotel baniu-nos pelas nossas ‘notícias sobre habilidades criminais/hacking’“, escreve o TorrentFreak.

O portal noticioso de “Ernesto Van Der Sar” tem sido bloqueado noutras redes wi-fi da operadora britânica Virgin, mas também em ligações GovWifi, a rede do Governo do Reino Unido que está disponível em algumas instituições estatais. Os bloqueios ao TorrentFreak por “violações de direitos de autor e pirataria” não se resumem ao Reino Unido: “Vimos o nosso site bloqueado em bibliotecas e aeroportos norte-americanos, comboios noruegueses e até num McDonald’s canadiano.”

O TorrentFreak contesta estas restrições ao seu site, até porque não passaram por qualquer decisão judicial, e avança que já pediu esclarecimentos tanto à Virgin como ao Government Digital Service, que gere a rede GovWifi, mas que até à hora da publicação não tinha recebido nenhuma resposta. “Talvez o nosso e-mail esteja bloqueado também?”, pergunta em jeito de provocação. Por fim, “esperamos que nossos leitores tenham aprendido o suficiente com as nossas ‘habilidades de hacker’ para saber como contornar esses bloqueios…”.