Apple começou a construir o seu serviço de streaming de filmes e séries

Lançamento do concorrente da Apple ao Netflix está ser apontado para Março de 2019.

Foto de Charles Deluvio via Unsplash

A marca da maçã espera obter um cantinho ao lado do Netflix e da Amazon com um serviço de streaming de filmes, séries e outros conteúdos. A plataforma é aguardada para Março do próximo ano. Entretanto, a Apple tem andado às compras.

Conforme dá conta a revista Deadline, a tecnológica liderada por Tim Cook foi ao Toronto International Film Festival, no Canadá, buscar duas produções que passaram por aquela mostra de cinema: The Elephant Queen, um documentário dos já premiados Victoria Stone e Mark Deeble sobre uma matriarca elefante que leva a sua família até uma nova casa; e Wolfwalkers, um filme de animação produzido na Irlanda, da autoria de Tomm Moore.

Construindo um catálogo

A Apple nunca falou em público do seu serviço de streaming de filmes, séries e outros conteúdos, mas parece empenhada em oferecer um catálogo no dia do lançamento – que está a ser apontado para Março de 2019. A empresa prevê investir cerca de um mil milhões de dólares entre aquisições de conteúdos e desenvolvimento de produções originais.

No catálogo da maçã, já estão garantidos um reboot das Amazing Stories de Steven Spielberg, um programa sobre o espaço com Ron Moore do Battlestar Galactica, uma adaptação da série Foundation de Isaac Asimov, uma série baseada numa produção francesa chamada Calls e conteúdos de Oprah Winfrey, fruto de um acordo a longo prazo entre a apresentadora norte-americana e a Apple. Estão também na calha programas infantis dos criadores da Sesame Street, uma distopia ao estilo de Hunger Games chamada called See, uma série do realizador do La La Land, Damien Chazelle, um thriller em formato série de M. Night Shyamalan, um drama sobre um programa matinal com Reese Witherspoon e Jennifer Aniston…

A lista é grande e percebe-se porquê. A lançar-se no mercado do streaming de conteúdos, a Apple terá de apanhar o ritmo dos grandes, nomeadamente o Netflix, a Amazon e o Hulu, que disponibilizam já catálogos reacheadíssimos. A “guerra de conteúdos” ganhará mais um player: uma guerra em que ganha quem consegue mais acordos para a distribuição de filmes e séries, quem acerta naquelas produções originais que viram sensação (como Narcos), e quem garante acordos a longo termo com realizadores, argumentistas e personalidades (como fez o Netflix, por exemplo, com a família Obama).

Conteúdos valem milhões

Os serviços (que inclui o Apple Music, o iCloud e outros) são uma parte importante para a Apple em termos de receitas. O Apple Music, por exemplo, já ultrapassou os 40 milhões de subscritores e foi a casa das primeiras experiências da tecnológica da maçã no que toca a programação televisiva, com Plantet Of The Apps e Carpool Karaoke. Contudo, a Apple deverá lançar um serviço à parte para os conteúdos audiovisuais e poderá criar um pacote que dê acesso ao Apple Music, iCloud, notícias e filmes/séries. A divisão de vídeo da Apple é liderada pelos veteranos da indústria televisiva Jamie Erlicht and Zack Van Amburg.