Vivienne Westwood, Joan Jett, Chilly Gonzalez e Jorge Listopad em destaque no DocLisboa 2018

Programação completa revelada em conferência de imprensa a 3 de Outubro.

Westwood: Punk, Icon, Activist, de Lorna Tucker

O DocLisboa regressa à capital de 18 a 28 de Outubro e, se a programação completa só irá ser revelada no dia 3, por agora já são conhecidos os filmes que irão ocupar a secção Heart Beat, dedicada à música e às outras artes – uma selecção de filmes documentais sobre grandes personagens e histórias vindas de todos os cantos do mundo.

Nesta secção, há duas grandes senhoras do movimento punk em destaque: Joan Jett, estrela de Bad Reputation, de Kevin Kerslake, e a icónica Vivienne Westwood, que a realizadora Lorna Tucker dá a conhecer em Westwood: Punk, Icon, Activist. Lorna Tucker será uma das convidadas do DocLisboa.

Na sessão de abertura, haverá lugar para a música de Chilly Gonzalez em Shut Up and Play the Piano, de Philipp Jedicke, que acompanha o  virtuoso compositor e pianista vencedor de um Grammy, músico que já colaborou e inspirou nomes como Feist, Jarvis Cocker, Peaches, Daft Punk e Drake.

Shut Up and Play the Piano, de Philipp Jedicke

Destaque para mais um talentoso músico em Mstislav Rostropovitch, the Indomitable Bow, de Bruno Monsaingeon, documentário que nos dá um retrato íntimo do violoncelista e maestro Mstislav Rostropovitch. O realizador e também músico Bruno Monsaingeon estará presente na exibição do filme. Passamos para o jazz com Blue Note Records: Beyond the Notes, de Sophie Huber, que explora a visão por trás da icónica editora de jazz dos EUA, responsável por artistas como John Coltrane, Miles Davis e Norah Jones.

As grandes bandas também têm lugar no Heart Beat, com Depeche Mode 101, um documentário que acompanha as aventuras dos Depeche Mode e a viagem dos seus fãs rumo ao épico 101º concerto da digressão mundial “Music for the Masses”, que revisitamos 30 anos depois. César Paes virá ao DocLisboa apresentar Songs for Madagasgar, um filme que segue de perto o trabalho criativo de um grupo de músicos que chama à atenção para a sua ilha, num filme que dialoga com o já anunciado Fahavalo, Madagascar 1947, de Marie-Clémence Andriamonta Paes (secção Da Terra à Lua).

Songs for Madagasgar, de César Paes

O country também integra este programa com The Unicorn, filme centrado em Peter Gruzdien, a força musical solitária por trás do primeiro álbum psicadélico de música country abertamente homossexual. Os realizadores do filme, Isabelle Dupuis e Tim Geraght, estarão presentes no festival. Há ainda espaço para o fado com Vadio, de Stefan Lechner, que durante anos acompanhou o rumo do fado vadio em Portugal, num filme exibido em estreia mundial. Stefan Lechner é um dos convidados do festival.

Vadio, de Stefan Lechner

Também em estreia mundial será exibido Quatro Estações e Outono, em que Pedro Sena Nunes presta homenagem a Jorge Listopad, com depoimentos de colegas, artistas, antigos alunos, amigos, e textos ditos pelo próprio Listopad. William Friedkin, nome marcante do cinema, está duplamente presente com The People vs. Paul Crump, o seu primeiro filme que exibimos numa versão restaurada para celebrar o início de uma carreira de mais de 40 anos, e em Friedkin Uncut, de Francesco Zippel, que propõe um vislumbre introspectivo da vida e carreira artística do realizador.

O cinema celebra-se ainda com Deux, trois fois Branco, no qual Boris Nicot apresenta um retrato do produtor português Paulo Branco, entre Lisboa e Paris, passando por locais icónicos e pelos realizadores que produziu, como Manoel de Oliveira, João César Monteiro e Raul Ruiz .

No programa “3e Scène – Opéra National de Paris” conhecemos um projecto que convidou vários artistas para realizarem trabalhos relacionados com o universo da Ópera Nacional de Paris. O resultado são seis curtas-metragens, selecção dos pontos de vista dos artistas Clément Cogitore, Danielle Arbid, Mathieu Amalric, Jean-Stéphane Bron, Claude Lévêque e Thierry Thieu Niang, através dos quais descobrimos uma nova dimensão desta instituição mítica.

Há ainda lugar para uma campeã olímpica, Margarita Manum, ginasta russa que acompanhamos em Over the Limit, de Marta Prus, filme que nos mostra como o sistema russo de treino transgride os limites. Com a energia que resta, dançamos com Bruk Out!, filme de Cori Wapnowski que mergulha directamente no mundo do dancehall, o popular estilo musical jamaicano, acompanhando seis poderosas mulheres – as Dancehall Queens, à medida que estas se preparam para competir pelo maior troféu do dancehall.

Over the Limit, de Marta Prus

Aproveitamos ainda para anunciar dois filmes de grande importância que se juntam à já anunciada secção “Da Terra à Lua”: Monrovia, Indiana e Graves Without a NameMonrovia, Indiana, novo filme de Frederick Wiseman, será exibido após a sua estreia no Festival de Veneza. As obras de Wiseman têm sido presença assídua no Doclisboa, e em 2008 o festival dedicou-lhe uma retrospectiva. Depois de A Imagem que Falta (2013) e Exile, este último estreado no Doclisboa’16, Rithy Panh continua a sua busca pessoal com Graves Without a Name, exibido nos festivais de Veneza e Toronto.

O programa completo do DocLisboa 2018 será revelado em conferência de imprensa no dia 3 de Outubro, às 11 horas, na Culturgest. Depois disso, nada como uma boa festa na Fábrica Musa, em Lisboa. No dia 4 de Outubro, a partir das 21h30, vai poder juntar-te à música dos Vaiapraia e as Rainhas do Baile, num concerto seguido por DJ set.