Flixbus: autocarros low-cost já ligam 50 pontos de Portugal ao estrangeiro

Start-up alemã tem vindo a conquistar o sector dos autocarros de longo curso. Chegou a Portugal no ano passado e, neste 2018, expandiu a sua oferta nacional.

Um autocarro Flixbus (foto via Flixbus/DR)

Surgiu na Alemanha na forma de start-up em 2013, apresentando um modelo de negócio low-cost aplicado ao mundo dos autocarros de longo curso. Em 2015, a Flixbus juntou-se a outra start-up, a MeinFernbus, e passou a controlar uma grande parte do mercado alemão. A expansão europeia surgiu pouco depois e Portugal não foi dos primeiros na lista.

Ao nosso país, localizado na causa da Europa – e, por isso, menos central do ponto de vista de ligações rodoviárias –, a Flixbus entrou discretamente em 2017, depois de no anterior se ter lançado em Espanha. Não contando com muita cobertura por parte dos órgãos de comunicação portugueses, a Flixbus afirma-se primeiro que tudo como uma plataforma tecnológica, que liga diferentes operadores de autocarros em vários países, e que permite aos utilizadores descobrir rotas e comprar viagens, cujos preços começam nos 6,99 euros, de acordo com a empresa.

Foto via Flixbus/DR

A empresa alemã faz, assim, parcerias com PMEs locais, que ficam responsáveis pelo recrutamento dos motoristas e pela operação dos autocarros, cabendo à Flixbus o planeamento e gestão das linhas e pela experiência do cliente. Lisboa, Porto e Setúbal foram as primeiras cidades a receber os serviços da Flixbus, através de três linhas operadas por dois parceiros espanhóis (a IberoCoach e a CarTour), que passaram a permitir ligações a Madrid e a Paris. Já este ano foram criadas mais 9 linhas internacionais, parceria com a Ovnitur, empresa de transportes de Ponte de Lima.

Os autocarros da Flixbus passam agora por cerca de 50 localidades portuguesas, incluindo cidades como Braga, Coimbra, Chaves, Évora, Faro, Guarda, Guimarães, Leiria, Santarém, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu. Os autocarros têm wi-fi, tomadas eléctricas, espaço extra para as pernas, lanches e bebidas disponíveis a preços baixos, e sanitários; são veículos novos e que cumprem as mais recentes directivas ecológicas, de acordo com a Flixbus. Os bilhetes podem ser comprados online no site da empresa, através de uma app para telemóvel (iOS e Android) ou no autocarro. Os passageiros alterar a marcação ou cancelar o bilhete até 15 minutos antes da partida.

Foto via Flixbus/DR

Presente em cerca de 30 países, a Flixbus afirma-se como uma combinação entre operador de mobilidade, start-up tecnológica e plataforma de e-commerce. Diz fazer 300 mil ligações diárias, que são geridas online através de uma plataforma tecnológica que permite não só fazer o planeamento da rede e a optimização das rotas, mas que centraliza também a venda de bilhetes, o atendimento ao cliente e a prestação de suporte ao motorista 24 horas por dia.

Assumindo como principais concorrentes as companhias aéreas low-cost, os operadores ferroviários (apesar de já o ser no seu país-mãe) e as plataformas de carpooling, a Flixbus oferece em alguns países – como Alemanha, França, Itália e Holanda – ligações domésticas. Em Portugal, só é possível viajar para o estrangeiro, sendo o território nacional dominando pela Rede Expressos, do grupo Barraqueiro (que também disponibiliza viagens baratas se adquiridas com antecedência).