Grupo propõe-se a recriar virtualmente o Museu Nacional depois de incêndio destrutivo

Esta semana, um incêndio destruiu 20 milhões de peças no maior museu de história natural do Brasil. Agora, um grupo de empresários e investigadores quer reconstruir o espaço através da realidade virtual.

Foto de Tânia Rego via Agência Brasil

Um incêndio no Museu Nacional do Brasil, localizado no Rio de Janeiro, destruiu um acervo de 20 milhões de peças – entre fósseis, múmias, livros e outras raridades – no início desta semana. Agora, um grupo de pessoas quer ajudar a reconstruir – dentro dos possíveis – aquele que é (ou era) o maior museu de história natural do país. Querem fazê-lo em realidade virtual.

A ideia partiu do movimento JuntosPelo.Rio, constituído por empreendedores e líderes empresariais focados na inovação tecnológica, e está a ser desenvolvida por membros do XRBR, um hub sem fins lucrativos que reúne alguns desses profissionais e que serve como centro criativo e produtivo para que “as empresas brasileiras sejam as melhores do mundo em VR/AR/MR”.

Segundo conta o jornal O Globo, o grupo é construído por empresários e investigadores, e pretende recriar digitalmente e em 360º o Museu Nacional do Rio de Janeiro, preparando-se para apresentar essa proposta ao Ministro da Cultura, Sérgio de Sá Leitão, este fim-de-semana num evento de videojogos. Segundo Lindália Junqueira, fundadora do JuntosPelo.Rio, a ideia surgiu quando o museu ainda estava em chamas num grupo de WhatsApp. “Eu falei: ‘Nós temos aqui na rede pessoas especialistas em realidade virtual, realidade imersiva. Por que não chamamos essa galera, junta com a universidade, junta com o Instituto Nacional de Tecnologia e cria um tour virtual?’”, explicou, citada pelo jornal brasileiro.

Os promotores desta iniciativa procuram ajuda do público para encontrarem imagens na internet e noutros meios que ajudem a recriar o museu, pesquisando especialmente fotos publicadas com a hashtag #mnrio. Não se sabe ainda como é que este projecto irá ficar – se terá o formato de visita virtual, de portal digital ou app móvel –, nem timings. Por agora existe apenas vontade de fazer. “Vai depender de quanto conseguimos recolher de material, quanto de imagem conseguimos varrer com esses robôs e qual é a qualidade das imagens, para fazermos uma conversão para imagem 360º, por exemplo”, disse Lindália, acrescentando que a experiência em realidade virtual será gratuita e aberta. A fundadora do JuntosPelo.Rio não quer pedir dinheiro ao Ministro da Cultura, apenas autorização para executar o projecto. “Queremos que nos deixe fazer, que deixe que essa garotada faça e, com isso, reconstrua a memória do Rio de Janeiro”, comentou.