Estado também devia apoiar compra de bicicletas eléctricas, defende associação MUBi

A MUBi quer que os mesmos incentivos que já existem para carros e motas eléctricas sejam alargados a bicicletas com assistência eléctrica.

Foto de Rodrigo Gambassi via Flickr

Através do Fundo Ambiental, o Governo português começou em 2017 a dar incentivos financeiros na aquisição de automóveis eléctricos – um apoio que foi este ano alargado a motas eléctricas. Agora a Associação Pela Mobilidade Urbana Em Bicicleta (MUBi) defende o alargamento dos incentivos às bicicletas com assistência eléctrica.

A MUBi diz estar, desde Setembro, a reunir com os grupos parlamentos na Assembleia da República para a inclusão desse apoio no Orçamento de Estado (OE) para 2019, que terá de ser entregue até ao dia 15 de Outubro. Além dos apoios financeiros à aquisição de bicicletas com assistência eléctrica (que são mais caras que as bicicletas convencionais) no âmbito do chamado Introdução no Consumo de Veículos de Baixas Emissões, a MUBi defende também legislação para que novas habitações tenham de ter espaço próprio para parqueamento para bicicletas.

Novas habitações com estacionamento para bicicletas

A associação defende a inclusão desta obrigatoriedade nas Grandes Opções do Plano (GOP) para 2019, documento que o Governo terá de entregar também até dia 15 – as GOP para 2018 incluíram o requisito de novas habitações terem um ponto de carregamento para veículos eléctrico. A MUBi entende que “as políticas de incentivo à mobilidade eléctrica têm de ter em conta todos os modos de transporte, e não ser focadas na redução de emissões de apenas um modo, ou não ter em consideração outros problemas da sociedade como o sedentarismo da população, congestionamentos ou o uso do espaço público”, lembrando que a utilização da bicicleta na União Europeia (UE) resulta em benefícios socioeconómicos de mais de 500 mil milhões de euros por ano.

A MUBi diz ainda que aproveitou as reuniões com os grupos parlamentares para abordar a redução da sinistralidade rodoviária através de “medidas que visem a redução do risco rodoviário sobre os utilizadores vulneráveis”, a importância de infra-estruturas cicláveis e a educação para a mobilidade sustentável, entre outros assuntos. A associação olha para as bicicletas eléctricas com “um grande potencial de substituir deslocações em automóvel”, ao tornarem os obstáculos naturais mais fáceis e permitirem a utilização da bicicleta a novos grupos da população.