Project Stream antecipa futuro do gaming em que só precisas de boa internet

Com o Project Stream, a Google promete streaming de jogos sem lag e com qualidade 1080p e 60 fps.

O jogo Assassin's Creed Odyssey

A Google anunciou esta segunda-feira o Project Stream, através do qual um conjunto limitados de utilizadores – que se inscreverem – poderão jogar Assassin’s Creed Odyssey gratuitamente e a partir do browser Chrome. O título, que será lançado no dia 5 deste mês em várias plataformas, vai poder ser jogado em streaming com qualidade 1080p e 60 fps.

Na página de suporte ao Project Stream, a Google explica que os jogadores terão de ter uma ligação à internet de pelo menos 25 mb por segundo, residir nos Estados Unidos (pois, é pena, nós sabemos…) e ter 17 anos ou mais de idade para se poderem inscrever no Project Stream, podendo ser ou não ser seleccionados para participar nesta experiência da Google.

Sim, por agora, o Project Stream é uma experiência e não um serviço de streaming de jogos completo, e antecipa um futuro em que o hardware poderá deixar de ser tão fundamental para os gamers.

Mesmo quem não jogue, sabe que para o fazer num computador com qualidade são precisos certos cuidados de hardware: ter uma boa placa gráfica, um bom processador, uma boa memória memória ram e, claro, um sistema de arrefecimento. No YouTube, é possível encontrar alguns destes setups, que permitem equiparar um PC a uma consola dedicada (ou mesmo superá-la).

Promessa da Google parece a melhor

Todavia, se no futuro os videojogos passarem pela mesma revolução que passaram a música, o cinema e a televisão, o hardware pode deixar de ser tão fulcral, bastando uma boa ligação à internet. De referir que o Project Stream não é a primeira solução de streaming a surgir no mundo do gaming. A própria Google lançou em 2014 o Nexus Player, uma consola baseada na internet mas que não teve sucesso. A Sony tem o PlayStation Now, um serviço de streaming de jogos que além de funcionar na consola PlayStation está disponível para PCs, e a empresa de placas gráficas Nvidia está a apostar no GeForce Now, um produto semelhante mas que, tal como a proposta da Sony, implica determinados requisitos de hardware. E quem não se lembra do OnLive, uma start-up californiana que em 2012 prometeu streaming de videojogos em computadores (incluindo Macs) e cumpriu-o durante cinco anos, antes de ser comprada pela Sony para o desenvolvimento do PlayStation Now?

O Project Stream da Google – anteriormente conhecido como Yeti e que poderá ainda ter esse nome se chegar a ser lançado na sua versão final – promete streaming de jogos de categoria AAA (classificação utilizada na indústria para títulos com os maiores orçamentos e níveis de promoção) com o mínimo de lag e sem degradação gráfica. No seu blogue, a Google diz que “quando fazem streaming de televisão e de filmes, os consumidores estão confortáveis com alguns segundos de buffering no início”, algo que já não é aceitável nos videojogos.