Uma montanha artificial para absorver poluição? É a proposta de um arquitecto para Turin

Angelo Renna, que estudou arquitectura no Porto, apresentou o conceito da Sponge Mountain para a cidade italiana de Turim.

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Estudou arquitectura em Florença e no Porto (yup, o “nosso” Porto), agora vive em Amesterdão. Mas é no seu país de origem, Itália, mais concretamente em Turin, que Angelo Renna propõe um projecto no mínimo invulgar e inovador: uma montanha artificial com efeito de esponja, para absorver poluição atmosférica.

A Sponge Mountain, como lhe chama, pretende ser um monte de 90 metros de altura, constituído por terra que sobre da escavação de um túnel de caminho-de-ferro previsto entre Turim, no norte de Itália, e a cidade francesa de Lyon.

Esta montanha artificial terá como principal propósito absorver passivamente o dióxido de carbono resultante da actividade industrial e do tráfego rodoviário e libertado para a atmosfera, numa das cidades mais poluídas da Europa – segundo um relatório recente da Organização Mundial de Saúde. O novo elemento de Turin poderá também ser usufruído pela população local, podendo nele plantar árvores e criar um parque urbano, conforme conta o site Dezeen.

Angelo Renna desenvolveu o conceito da Sponge Mountain para o SUCCESS, um projecto do Engineering and Physical Sciences Research Council (EPSRC), uma instituição governamental britânica. Estimativas apontam para a remoção de seis toneladas de terra para a construção do dito túnel – terra que poderá ser optimizada de forma a ter capacidade de reter dióxido de carbono. Cientistas, ecologistas e designers estão a colaborar com o arquitecto para perceber de que forma se pode maximizar esse efeito, por exemplo, com que espécie de plantação.

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