Cinema queer de volta ao Porto a partir desta quarta-feira

A quarta edição do festival de cinema volta a invadir o Porto em espaços como os Maus Hábitos, o Rivoli e as instalações da mala voadora.

Frame de Purpura, filme de Pedro Antunes

Antes de haver Queer Porto, na verdade, já havia o Queer Lisboa. Criado em 1997, e apesar do seu tema potencialmente controverso, o Queer Lisboa é o festival de cinema mais antigo da capital. Foi ganhando cada vez mais tracção internacional dada a qualidade da programação, das actividades propostas e dos convidados que atrai. Em 2015, a Associação Cultural Janela Indiscreta inaugurou na Cidade Invicta a primeira edição do Queer Porto.

Bixa Travesty, de Kiko Goifmnan e Claudia Priscilla, o filme de abertura do Queer Porto

São os únicos festivais nacionais cujo propósito específico é promover obras cinematográficas de temática LGBTQ. Através de uma análise prévia dos filmes mais relevantes em termos estéticos e narrativos, o festival visa trazer aos espectadores um conjunto de filmes de acesso restrito ao grande público.

De 10 a 14 de Outubro, o Queer Porto invade o Maus Hábitos, o pequeno auditório do Teatro Rivoli e as instalações da residência artística Mala Voadora. Com a aposta numa programação irreverente, o festival pretende apresentar à cidade algumas das obras e criadores mais emblemáticos e as tendências mais emergentes do cinema e cultura queer.

A programação

O Queer Porto leva a cabo duas competições. Por um lado, a Competição Para Melhor Filme, uma selecção de oito longas metragens e documentários. Por outro, In My Shorts, uma competição de cinco curtas metragens realizadas no âmbito curricular de uma Escola de Cinema ou Audiovisual Portuguesa.

Na competição principal fazem parte os seguintes filmes:

Para além disso, ainda existem vários filmes exibidos fora de competição: Sessões Especiais, nomeadamente a gala de abertura e de encerramento do festival, onde são apresentados Bixa Travesty de Kiko Goifmnan e Claudia Priscilla, e Shéhérazade, de Jean-Bernard Marlin; Panorama, uma mostra de longas metragens com produções de maior orçamento, podendo incluir estreias nacionais como o documentário biográfico do ícone LGBTQ e vocalista dos Wham, George Michael: Freedom.

Nos Maus Hábitos serão ainda realizadas várias festas, uma delas dedicada à banda de culto The Knife e Fever Ray. Para finalizar, nas instalações da Mala Voadora haverá a exibição da curta metragem No Democracy Here, seguido de uma conversa íntima com o realizador. A programação na íntegra pode ser vista aqui.