Workifyme: a plataforma ‘tuga’ para freelancers que se aventura no Web Summit

Uma plataforma que conecta clientes e freelancers de forma instantânea através de inteligência artificial. Foi esta a ideia de negócio que André Pires concebeu no último ano e que pretende, durante quatro dias, convencer o maior número de pessoas possíveis a acreditar no projecto.

Web Summit não está presente no dicionário da língua portuguesa; todavia, se existisse uma entrada para o conceito, palavras como “tecnologia”, “empreendedorismo” ou “start-ups” estariam no âmago da definição. O Shifter foi conhecer um exemplo de start-up que através da cimeira tenta a sua sorte e sabedoria no mundo do comércio electrónico.

Uma plataforma que conecta clientes e freelancers de forma instantânea através de inteligência artificial. Foi esta a ideia de negócio que André Pires concebeu no último ano e com que pretende, durante quatro dias, convencer o maior número de pessoas possíveis a acreditar no projecto. Numa das bancadas da feira, há dois princípios que orientam a Workifyme: a vontade de tornar a modalidade profissional de freelancer numa carreira estável e sustentável e a convicção profunda, que com o crescimento mundial da população, cada profissional terá de dar ao mundo as suas melhores capacidades.

André Gomes e Tiago Rodrigues são os fieis escudeiros do fundador. Formados em Gestão Hoteleira e com propósitos de vida semelhantes, os três empreendedores apostam no Web Summit em busca de parcerias e investimentos. As primeiras sensações são boas e misturam potenciais clientes, curiosos, bons contactos e algumas propostas. O pitch está mais que oleado e invariavelmente termina com um sorriso e um cartão de visita para um futuro contacto.

A ideia de negócio prática é muito simples. Um cliente ou freelancer regista-se no site, preenche um formulário, disponibiliza ou requisita um determinado serviço e a Workifyme assegura o cumprimento deste ofício no prazo máximo de uma hora. Não haverão inscrições “premium”, existindo sim um modelo de comissão assente em cada serviço efectuado. Está igualmente pensado um sistema de recompensas associado à regularidade e ou fiabilidade dos freelancers.

A plataforma online está ainda em fase de experimentação, correspondente à versão Beta, estando agendado para Janeiro o arranque oficial do serviço com o modelo final e, em breve, o lançamento de um aplicação para Android e iOS. Até lá a start-up portuguesa aposta em ganhar tracção no mercado e angariar clientes através das redes sociais.

A dinâmica do Web Summit resume-se facilmente. Empresas a começar investem no evento em busca da viabilidade económica e em troca a multinacional irlandesa proporciona as condições necessárias para o triunfo. Nada é certo e tudo assenta no talento e nas características da startup e dos criadores. Está dado o mote: “invistam no Web Summit, que nós possibilitaremos investimento para vocês”.