ID. Há um novo festival de música em Cascais e tem um cartaz promissor

IAMDDB, Arca, Madlib, Kamaal Williams, Moullinex, Dino D’Santiago, DJ Nigga Fox, Shaka Lion, Xinobi, Rui Maia, Meera, Progressivu e Dead End são as primeiras confirmações da primeira edição do ID.

Em 2019, o Lisboa Dance Festival vai deixar a capital e mudar de nome. O ID estreia-se dias 29 e 30 de Março em Cascais, no Centro de Congressos Estoril. Com uma programação focada no que de mais contemporâneo e intemporal existe no espectro da música electrónica e urbana, o ID tem por objetivo anual fazer zoom e destacar o mais relevante no campo das artes, sem limites, fronteiras ou rótulos estáticos.

IAMDDB, Arca, Madlib, Kamaal Williams, Moullinex, Dino D’Santiago, DJ Nigga Fox, Shaka Lion, Xinobi, Rui Maia, Meera, Progressivu e Dead End são as primeiras confirmações da primeira edição do ID. Em breve serão anunciados mais nomes.

Espalhado por quatro palcos e tendo a electrónica como ponto de partida, o ID perfila diversos géneros e subgéneros como o caso do trap-jazz da britânica IAMDDB, a performance electrizante de Arca, o clássico e intemporal Madlib, a experiência sonora de Kamaal Williams e a festa contagiante de Moullinex.

No ID, a electrónica cruza-se com a música urbana e o festival recebe também Dino D’Santiago, elevando a mística cultural entre Cabo Verde e Lisboa, DJ Nigga Fox misturando os batuques africanos com a eletrónica da editora Príncipe Discos. Os sons tropicais chegam através do DJ Shaka Lion fazendo a ponte para a festa e vibe única de Xinobi.

Os portugueses Meera vão contagiar o palco com o seu trabalho pop-eletrónico e Rui Maia, da banda X-Wife, apresentará um dj-set também baseado nos ritmos mais urbanos e eletrónicos que o inspiram. Já o DJ Dead End será o representante do hip-hop urbano com rítmicas eletrónicas no ID e o DJ Progressivu, o responsável pelo afro-clubbing do festival, criando o perfeito cruzamento entre as raízes culturais urbanas e a música electrónica.

O local onde o ID terá lugar (foto de Gonçalo Santos/DR)

O passe para os dois dias do ID custa 35 euros até 15 de Janeiro, subindo depois para 45 euros; nos dias do festival, custará apenas 50 euros. O bilhete diário (só para um dia) custará 35 euros. O festival é promovido pela Live Experiences, organizadora também do EDP Cooljazz.

IAMDDB

IAMDDB, rapper e produtora, tem origens portuguesas e angolanas e é considerada das jovens estrelas musicais britânicas. ‘DDB’ é a abreviatura do nome próprio da artista Diana de Brito e ‘IAM’ numa forma única de se identificar. Com os três EP editados, Waeveybby Volume 1Vibe Volume 2Hoodrich Volume 3, o blogue Rimas e Batidas considera a sonoridade da artista como “introdução à sua aguerrida entrega de sentimentos, servidos e sustentados pelos chefs do underground britânico em doses saudáveis de neo-soul, r&b e trap, géneros que são misturados para criar o urban jazz”.

Arca

Arca é compositor, produtor e DJ da Venezuela. Atualmente está sediado em Londres, onde já trabalhou como produtor com artistas como Björk, Kanye West e FKA Twigs. Arca lançou Xen (2014), Mutant (2015) e um álbum com o seu próprio nome em 2017. Entre álbuns e para alegria dos seus fãs, Arca foi ainda lançando mixtapes e tocando por vários países.

Madlib

Otis Jackson, Jr., é Madlib, um DJ, multi-instrumentista, rapper, e produtor musical que surpreendeu o mundo com a sua música. Na passagem do milénio, Madlib foi o resultado do hip hop dos anos 80 e 90, trazendo assim para os anos 2000 várias aprendizagens que fariam toda a diferença no seu percurso. Madlib faz parte da mítica record label Stones Throw. Entre vários álbuns e EPs originais, o DJ e produtor trabalhou com vários artistas, como The Alkaholiks, Mos Def, De La Soul, Ghostface Killah, Talib Kweli, A.G., MF DOOM, e o produtor e MC, J Dilla (como Jaylib). Mais do que um marco para música, Madlib tornou-se um exemplo da cultura urbana, explorando a complexidade sonoro do hip hop em cada faixa.

Kamaal Williams

Kamaal Williams é o mais recente projeto liderado pelo artista do Sul de Londres, Henry Wu. Wu lançou um álbum de referência para o jazz britânico com o Black Focus, em 2016. Este último projeto continua a tradição de fundir o jazz com o som da cidade de Londres. O espectáculo ao vivo que conquista o público com uma energia brutal, pela qual Kamaal Williams ficou conhecido.

https://youtu.be/dTch-9KUaQ

Moullinex

Luís Clara Gomes, mais conhecido para o mundo da electrónica como Moullinex. O artista pertence à editora Discotexas, colectivo português que fundou com Xinobi. Conhecido por sets animados e bastante efusivos, Moullinex lançou o seu mais recente trabalho este ano, Hypersex. Entre várias datas pela Europa e em clubs nacionais, como o Lux Frágil, Moullinex conseguiu criar ao longos dos anos de carreira um conjunto de seguidores fiéis à sua música.

Dino D’Santiago

Dino D’Santiago lançou este ano o álbum Mundu Nôbu. Nascido em Portugal, criado em Quarteira, Dino D’Santiago encontrou a sua voz em Cabo Verde, criando uma sonoridade entre o funaná e o afro-house. Os hinos “Nova Lisboa” e “Nós Funaná” fazem parte do Mundu Nôbu do artista, que a crítica do Público deu quatro estrelas ao disco. 2018 foi o ano de estreia deste novo álbum, passando pela Eurovisão (edição realizada em Lisboa) e cruzando as inspirações entre as várias culturas que o artista sempre admirou. Mundu Nôbu tem uma produção de Kalaf Epalanga e produção executiva do britânico Seiji.

DJ Nigga Fox

Rogério Brandão é Nigga Fox, DJ e produtor lisboeta de electro-afro. Criado na periferia de Lisboa, Nigga Fox pertence à Editora Príncipe Discos e, recentemente lançou o seu mais recente EP Crânio pela editora Warp. Fiel residente das festas Noite Príncipe do Music Box, o DJ Nigga Fox tem vindo a espalhar pela Europa os sons eletrizantes dos seus sets, passando por festivais e clubs internacionais.

DJ Shaka Lion

Shaka Lion é o DJ de música tropical que acende o clima de qualquer festa. Importando inspiração do mundo inteiro, com especial foco no lado mais quente do espectro musical, o DJ dedica a sua atenção ao som onde o groove e baixo ditam o ritmo. Shaka Lion já actuou nos dois hemisférios, tendo misturado em São Paulo, Curitiba, Paris e nos melhores clubs de Lisboa e Porto e marcando presença em alguns festivais como o Lisboa Dance Festival, NOS Alive e o Iminente.

Xinobi

Xinobi é Bruno Cardoso e faz parte de uma geração que cresceu dentro da erupção dos blogs de música alimentada pela ética Do It Yourself. 2017 foi um ano crucial, com o seu 2o álbum On The Quiet, avançado pelo single “Far Away Place”, lançado em Março. O álbum é uma história focada no dance floor sobre a transição de muitos músicos do punk rock e skateboarding para house music e sobre como a música de dança pode ser um campo para a consciencialização social. Depois de lançar alguns EPs sólidos em rótulos como Discotexas, Nervous, Work-It-Baby e Ministry of Sound, ganhou um reconhecimento real entre artistas e criadores de opinião bem conhecidos e o seu culto underground tornou-se mais amplo.

Rui Maia

Rui Maia é um músico, produtor e DJ português. Em 2002 fundou com João Vieira (Dj Kitten) e Fernando Sousa a banda pós punk X-Wife onde toca sintetizadores. Colecionador e amante de música, Rui Maia iniciou-se no DJ’ing em 2004 mantendo uma agenda regular com atuações um pouco por todo o país, apostando numa sonoridade mais virada para o disco, house e techno. Após ter marcado presença em alguns dos grandes festivais nacionais, Rui Maia encontra-se em estúdio a preparar novos temas de Mirror People, a serem editados num futuro próximo.

Meera

Desde uma tour de verão no Brasil, onde tudo começou, até um sunset íntimo num terraço no Porto, Meera é a receita na dose certa para a diversão. Meera é um trio português de música eletrónica que encontraram na cidade do Porto a energia certa para as suas canções. Quer seja focada na libertação sexual, abraçando em simultâneo a necessidade humana de intimidade ou sobre a auto-aceitação, a música de Meera oferece-nos o escape perfeito, contendo uma eletricidade contagiante, capaz de nos proteger de todas as preocupações rotineiras.

Progressivu

Progressivu é Mário Costa, DJ de afro-clubling. Estando desde cedo ligado à editora Enfuchada, Mário Costa sempre foi um seguidor da cena afro-lisboeta e, assim que conseguiu, Progressivu nasceu para dar a qualquer pista de dança os ritmos mais quentes do cruzamento da cultura afro com remisturas de club. Progressivu já atuou em clubs como Lux Frágil, festas como Arrastão e Enchufada Na Zona, e festivais como NOS Alive.

DEAD End

DEAD End é Carlos Salgueiro, DJ e produtor que se assume como um artista procura de sonoridades diferentes do comum. Esteve presente no NOS Alive e em noites CREAM do Dj Glue, e apresentou este ano o seu EP Gods & Kings, inspirado na mitologia nórdica.