YouTube faz ‘rewind’ a 2018 mas Portugal fica novamente de fora

Apesar de o YouTube “convocar” youtubers de vários cantos do mundo, muitos países ficaram de fora.

Foto de YouTube/DR

O vídeo anual, em Dezembro, a fazer uma retrospectiva dos meses anteriores é uma tradição antiga do YouTube. Uma forma de celebrar a comunidade criativa que alimenta continuamente a site de vídeo da Google e os seus quase dois mil milhões de utilizadores.

Os vídeos ‘YouTube Rewind’ costumam recordar as principais tendências que marcaram o YouTube no último ano e destacam também alguns dos criadores da plataforma, que são convidados a fazer parte do ‘Rewind’. Contudo, apesar de o YouTube “convocar” youtubers de vários cantos do mundo, muitos países ficaram de fora.

“YouTube português” tem crescido muito

É o caso de Portugal, cuja comunidade tem vindo a crescer ao longo dos últimos anos. Na verdade, os maiores nomes do “YouTube português” acumulam já milhões de subscritores, o que os coloca quantitativamente lado a lado com algumas das figuras mais conhecidas lá fora: Sir Kazzio tem 5,1 milhões de subscritores, Dark Frame 4,4 milhões, Wuant 3,3, Windoh 1,5 e Pi 1,1. No gaming, Feromonas reúne uma audiência de 3,2 milhões e, na área de reviews de tecnologia, Nuno Agonia fala para 1,1 milhões.

Apesar de os criadores em destaque nos ‘YouTube Rewind’ não serem necessariamente os mais seguidos, existindo por parte do YouTube uma atenção para destacar “novas vozes”, estas retrospectivas tendem a deixar vários países de fora e Portugal não é caso único, como lembrou um youtuber angolano em resposta a um tweet de Wuant.

Outras críticas

A limitação geográfica do ‘Rewind’, em específico o de 2018, não é a única crítica que está a ser e pode ser apontada ao vídeo. Conforme escreve o The Verge, o vídeo deste ano ignora alguns marcos importantes deste ano, como o duelo de boxe entre KSI e Logan Paul, talvez por causa da controvérsia na qual este esteve envolvido no arranque de 2018. Mas o ‘Rewind’ também não reflecte o fenómeno do “Johnny Johnny Yes Papa” ou o surgimento de Shane Dawso.

Na retrospectiva há, contudo, uma variedade de tendências que marcaram 2018, como o Fortnite, numa tentativa, talvez, de passar uma mensagem concreta aos anunciantes especialmente interessados no muito recente hype do gaming e em plataformas como o Twitch. Não deverá ser por acaso que o ‘Rewind’ do YouTube conta com a participação de Ninja, um streamer que se tornou uma estrela na plataforma rival da Amazon.

Um dos ‘Rewinds’ mais odiados

O ‘YouTube Rewind’ de 2018, que podes ver em cima, conta também com a participação de Marques Brownee (aka MKBHD) , Casey Neistat, Lilly Sing ou Liza Koshy. “Estes criadores são adorados e influentes, mas mais importante, não são controversos. Trabalham com grandes marcas e grandes celebridades, e representam a mudança para uma MTV digital, algo em que o YouTube se está a tentar tornar”, escreve o The Verge, que nota também uma maior presença de figuras que, apesar de serem conhecidas no YouTube, “são de fora”, como Will Smith, Trevor Noah ou John Oliver. A lista completa de participações neste ‘Rewind’ pode ser consultada aqui.

Entretanto, o vídeo que está a ser intensamente promovido na homepage do YouTube conta com apenas 1 milhão de upvotes em contraste com 2,2 milhões de downvotes, sendo um dos ‘Rewinds’ mais odiados na ainda curta história da plataforma.