Veganuary: o desafio de ser vegetariano por um mês

E se fôssemos vegetarianos por um mês?

 

O Veganuary, ou Desafio Vegetariano, em Portugal, lança o desafio e promete guiar todos os interessados na adopção de uma alimentação mais ética, sustentável, saudável e saborosa.

Um novo ano significa para muitos um novo começo, e várias pessoas aproveitam o mês de Janeiro para pôr em prática as suas resoluções. Uma das principais preocupações é a alimentação, e a intenção de reduzir o consumo de produtos de origem animal é cada vez mais comum; seja como resultado da crescente preocupação das pessoas com sua saúde ou a do planeta. Em 2014, surgiu no Reino Unido o Veganuary, um desafio para todas as pessoas que queiram experimentar uma alimentação vegana durante um mês. O objectivo é guiá-las e ajudá-las, disponibilizando informação e apoio, e fazê-las perceber que, afinal, ser vegetariano não é assim tão difícil. E já que foi vegetariano durante um mês, porque não continuar?

A ideia foi importada para Portugal em 2017, com o nome Desafio Vegetariano, e o número de aderentes tem vindo a aumentar todos os anos. No site do movimento, estão disponíveis várias receitas para todas as refeições, alternativas a todos os produtos de origem animal, mitos e dicas para ajudar e motivar os interessados. A inscrição no desafio é gratuita e sem compromisso, e aos inscritos são enviadas várias ementas e uma lista de compras com os ingredientes essenciais.

Mas quais são as principais motivações? Seja pelo sofrimento animal, para proteger o planeta ou por questões de saúde, não faltam argumentos para motivar aqueles que desejam transitar para uma alimentação vegetal — ou pelo menos reforçar essa componente. Eis as principais razões, enumeradas pelos fundadores do Desafio:

Pelos animais: uma das razões mais evidentes é a condição deplorável dos animais criados para consumo – mal tratados e muitas vezes manipulados através de hormonas, vivem apenas uma fracção da sua esperança média de vida em situações naturais.

Pelo planeta: uma alimentação à base de produtos animais é extremamente prejudicial para o ambiente, uma vez que a indústria pecuária é a maior emissora mundial de dióxido de carbono, gasta maiores quantidades de água e contribui para a desflorestação do planeta.

Pela justiça: uma das principais causas para a fome no mundo é a má distribuição de recursos, devido à produção alimentar pouco eficiente; esta poderia ser melhorada através de uma alimentação à base de produtos vegetais, uma vez que disponibiliza todos os nutrientes necessários com menor desperdício associado.

Pela saúde: está comprovado pela Organização Mundial de Saúde que uma alimentação vegetariana equilibrada reduz o risco de inúmeras doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade, colesterol, vários tipos de cancro, entre outras.

Pela comida: uma alimentação tradicional, que se baseia sobretudo apenas em carne, peixe, leite e derivados, é, geralmente, menos variada do que uma dieta vegetariana, que permite explorar novos sabores!

Pela paz: ser vegetariano aumenta a sensibilidade e a consciência das pessoas em relação ao sofrimento, contribuindo para um maior respeito e empatia para com todos os seres do mundo.

Para além disto, os membros do Desafio Vegetariano organizam outras actividades ao longo do ano e em vários pontos do país, desde exibições de documentários a workshops de culinária ou palestras. A inscrição no Desafio Vegetariano pode ser feita de forma gratuita aqui.

Texto de Marta Batista

Gostaste do que leste? Quanto vale conteúdo como este?

Trabalhamos todos os dias para te trazer artigos, ensaios e opiniões, rigorosos, informativos e aprofundados; se gostas do que fazemos, apoia-nos com o teu contributo.