Mas o que raio é a #filadafrente?

A #filadafrente sou eu e tu, se assim o entenderes, se quiseres partilhar o teu olhar sobre os eventos em que marcas presença. Não precisamos ser muitos para nos tornarmos visíveis.

Em Maio de 2017 aconteceram coisas extraordinárias em Portugal: Salvador Sobral ganhou a Eurovisão, o Papa Francisco visitou Fátima, o Benfica sagrou-se campeão nacional e nasceu a #filadafrente, ali mesmo no Twitter.

A origem da #filadafrente

O nascimento ocorreu durante o ClickSummit, um evento cujo rosto é o Frederico Carvalho. Durante o evento, o Frederico assinalou várias vezes com o facto da “malta do Twitter” estar na fila da frente, a tuítar sem parar. A verdade é que ninguém gosta de estar na #filadafrente quando há lugares lá mais atrás.

Estar à frente implica exposição, confronto com o olhar de quem está em palco e possibilidade de ser alvo de perguntas, por exemplo. “Só os marrões ficam na #filadafrente” – era algo que eu ouvia na escola.

Pois bem, na #filadafrente ficam também aqueles que levam o live tweeting a sério e que pretendem contribuir para os pontos de vista que possam surgir durante um determinado evento. A nossa intenção é crítica, no sentido em que não nos limitamos a transcrever o que o orador diz; acrescentamos um ponto de vista e questionamos. Não concordamos com tudo o que é dito, só “porque sim”. Gostamos de cultivar o pensamento crítico, de provocar o diálogo que tem como ponto de partida o que o orador diz.

Deste então, já marcámos presença em eventos de índole diversa: marketing, social media, direitos de autor, filosofia, tecnologia. Estivemos recentemente no Pixels Camp, por exemplo.

Mas quem são as pessoas da #filadafrente?

“A fila da frente não é um espaço físico; é uma forma de ser e de estar” – eis o que se pode ler no Twitter da @filadafrente. Ou seja, a #filadafrente pode estar sentada na fila do lado, na fila de trás: pode até nem estar fisicamente presente nos eventos, mas posicionar-se através daquilo que lê sobre os mesmos.

A #filadafrente sou eu e tu, se assim o entenderes, se quiseres partilhar o teu olhar sobre os eventos em que marcas presença. Não precisamos ser muitos para nos tornarmos visíveis, por exemplo, nos trending topics em Portugal: durante o evento #digitalkspt, a #filadafrente não só potenciou a hashtag do evento, como conseguiu chegar ao primeiro lugar no Twitter.

Durante o primeiro dia desse evento, os 361 tweets que continham a #filadafrente, partilhados por 21 utilizadores, atingiram um alcance de 70 314 e 2 003 978 de impressões (dados via Socialert, registados no dia 20 de março de 2019, entre as 7h27 e as 18h04). Os números são impressionantes mas não contam as conversas interessantes, as perguntas, as respostas que foram surgindo a partir deste ou daquele tweet.

Acerca do live tweeting em eventos

O live tweeting é algo que as pessoas (e as marcas) podem considerar, quando marcam presença num evento. Usando a hashtag oficial podem assim partilhar com o mundo o que estão a ver, o que está a acontecer e também o que pensam sobre o assunto em questão. Desta forma, podemos ser vistos como opinion makers e, acima de tudo, como alguém que contribui activamente para a comunidade e actua como curador de conteúdos.

Trata-se de uma tática que vai ao encontro da respiração própria da rede Twitter: começar conversas, promover o diálogo e a partilha.

Além disso, o live tweeting é divertido e permite-nos conhecer pessoas novas, ampliar a nossa rede de contactos na rede e fazer a ponte entre quem está e quem não está no evento. Tanto as pessoas como as marcas podem assumir o live tweeting como uma forma de estar na rede.

Façam scroll up e vejam de novo os números da #filadafrente – é orgânico. Exige dedicação e algum “trabalho de casa” – mas, hey, pode ser toda uma fonte de leads.

Encontramo-nos na #filadafrente?