Fumar erva é o novo normal para Spike Jonze

Uma micro-curta do realizador que nos transporta desde o tempo em que inclusive o Presidente dos Estados Unidos tinha a sua própria plantação até aos dias de hoje.

Aqui no Shifter já várias vezes escrevemos sobre como a legalização da canábis nos Estados Unidos está a provocar mudanças na sociedade e nos mercados de inovação além fronteiras. Depois de um longo período de uma proibição histórica, a mão da lei vai-se tornando mais leve estado a estado e vão surgindo empresas, em todos os sectores e mais alguns, que tentam explorar o potencial até então proibido da canábis.

Para fumar, comer, beber ou chupar, para fazer roupas, papéis ou bio-plásticos, os usos potenciais da canábis ou dos seus derivados como o cânhamo são tantos quanto as iniciativas que vamos vendo surgir. Vimos Snoop Dogg criar uma marca e lançar um media, um stand no Web Summit para divulgar um botão com o único propósito de pedir mais erva e empresas que prometem um casamento abençoado pela santa erva no Canadá. Sinais de que, aos poucos, o consumo de erva e as suas utilizações potenciais se vão tornando no novo (ou de novo) no normal.

É isso que Spike Jonze nesta maravilhosa micro-curta. Em apenas dois minutos, o icónico realizador transporta-nos desde o tempo em que inclusive o Presidente dos Estados Unidos tinha a sua própria plantação – George Washington, o primeiro chefe de estado norte-americano –, passando pelos 80 anos de proibição sob o lema “guerra às drogas”, até chegar aos dias de hoje em que tudo volta a ser normal.