Placer Consentido: um preservativo que só se abre a quatro mãos

A ideia do 'Preservativo do Consentimento' foi da agência publicitária BBDO e, no fundo, consiste numa caixa de preservativo que só abre quando quatro dedos tocam nos botões dispostos nas laterais da mesma.

Apesar de ser uma daquelas coisas óbvias em que, na teoria, já nem deveria ser preciso falar, o consentimento para a prática de relações sexuais voltou a surgir como tema de discussão e com importantes alertas nos últimos anos. Escândalos como o #metoo ou outros que tais têm ocupado a antena em diversos países, e tornado essa discussão global e efervescente. De todo o lado. surgem propostas de como devemos explicar a quem ainda não percebeu a ideia de que não é não e só um redondo sim é sim.

Agora foi a Tulipán, empresa argentina de preservativos e outros produtos íntimos, a surgir como uma proposta conceptual para abordar esta questão. A ideia não passa de uma campanha publicitária, mas o seu simbolismo acaba por falar por si. Falamos do Placer Consentido ou ‘Preservativo do Consentimento’, um preservativo normal que só se abre a quatro mãos.

A ideia do ‘Preservativo do Consentimento’ foi da agência publicitária BBDO e, no fundo, consiste numa caixa de preservativo que só abre quando quatro dedos tocam nos botões dispostos nas laterais da mesma. “Se não dizem sim, significa não” é uma das mensagens do vídeo publicitário, que sublinha a ideia de que o consentimento é a coisa mais importante no sexo.

Apesar de a ideia ser apenas um conceito, notícias apontam para o facto de poder chegar ao mercado; por agora, para maximizar a mensagem, a marca distribuiu alguns destes exemplares em bares e eventos da cidade de Buenos Aires e criou a hashtag #PlacerConsentido.

Com este ‘Preservativo do Consentimento’, nem Tulipán, nem BBDO acham que vão resolver o problema do sexo forçado ou sem consentimento: por outro lado, esperam aumentar a consciência para a sua necessidade em todos os momentos, relembrando, por exemplo, que o sexo não se torna explicito em relações por serem duradouras e e que “se não é sim, é porque é não”.