Inteligência artificial ajuda a prever cancro da mama com cinco anos de avanço

Cientistas do MIT CSAIL estão a trabalhar num procedimento mais consistente e fiável nas mamografias, com ajuda de IA.

Muitas mulheres sofrem de cancro da mama em Portugal. A estimativa de 2018, segundo o Diário de Notícias, é de 7 mil casos nas portuguesas.

As mamografias são frequentes nas rotinas médicas das mulheres, mas nem sempre são de confiar. Cerca de 10% a 15% das mulheres submetidas a este exame são solicitadas a voltar após o resultado das análises, conforme escreve a publicação VentureBeat. Cientistas do Laboratório de Ciência da Computação e Inteligência Artificial (CSAIL) no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), em conjunto com o Hospital Geral de Massachusetts, estão a trabalhar num procedimento mais consistente e fiável nas mamografias, com ajuda de IA (Inteligência Artificial).

O objectivo é conseguirem que, através do exame, seja possível prever a probabilidade do paciente desenvolver cancro da mama até cinco anos no futuro. “Ao prever quem irá desenvolver cancro no futuro, podemos salvar vidas e atacar o cancro antes que os sintomas surjam, afirma Adam Yala, estudante no MIT CSAIL. Os resultados já conseguidos foram de 31% de precisão em casos de cancro da mama na categoria de maior risco, em comparação com 18% dos modelos tradicionais.

Este trabalho foi inspirado na Google AI, que desenvolveu, em outubro, um modelo que deteta cancro da mama metastático com 99% de precisão. Também cientistas da Universidade de Nova Iorque disponibilizaram um modelo de rastreamento deste cancro, estudado em mais de 200 mil mamografias.

Segundo Constance Lehman, professora em Harvard, os fatores de risco do cancro da mama são a idade, procedentes de cancro da mama e ovário em familiares, fatores hormonais e reprodutivos e densidade mamária.

(Artigo redigido com o novo AO)