Lisboa volta a receber evento global de Creative Commons em 2020

E dá nova vida ao trabalho de ilustração de João Pombeiro, da edição deste ano.

Foto de Sebastiaan ter Burg via Flickr (CC BY 2.0)

A conferência anual da Creative Commons (CC) – uma espécie de celebração de uma internet menos proprietária e mais comunitária – vai voltar a realizar-se em Lisboa. O CC Global Summit regressará nos dias 14, 15 e 16 de Maio ao “bonito e vibrante” Museu do Oriente.

A Creative Commons é uma organização sem fins lucrativos que mantém um conjunto de licenças, com o mesmo nome, que permitem a artistas e criadores de conteúdo salvaguardar os respectivos direitos de autor ao mesmo tempo que permitem que outros reutilizem os seus trabalhos. A Creative Commons é simultaneamente uma comunidade com epicentros em vários cantos do mundo, incluindo em Portugal.

O CC Global Summit será, assim, mais uma vez co-organizado entre a Creative Commons “global” e o braço português, CC Portugal. “Esperamos aproveitar o sucesso o sucesso do CC Summit deste ano, onde cerca de 400 ‘Creative Commoners’ se juntaram de todo o mundo para partilhar em mais de 130 sessões e ouvir sete palestras incríveis”, lê-se no anúncio da próxima edição. “Se te interessas pelo movimento global dos ‘commons’ como activista, defensor, artista, bibliotecário, educador, advogado, tecnólogo, etc, queremos que te juntes a nós para discutir e debater, para fazer e planear, para ouvir e criar comunidade.”

O CC Global Summit está à procura de patrocinadores que tornem o encontro uma vez mais global. Também para ajudar a Creative Commons a financiar-se foi colocada à venda uma t-shirt, sweatshirt e hoodie com a extraordinária ilustração em estilo colagem que o artista e realizador português João Pombeiro fez para a edição passada.

Imagem via Creative Commons

A edição de 2019 cruzou diferentes línguas e culturas num mesmo espaço e ajudou a tornar Lisboa, uma vez mais, numa cidade no centro do panorama tecnológico mundial; é um evento mais discreto que o Web Summit – com mais participantes de fora que portugueses e com menos atenção mediática –, mas é um certame importante para a cidade e para o desenvolvimento da ideia de uma internet mais aberta, criativa e partilhada.