“Pensar Nutrição” quer acabar com as mitos sobre alimentação

A Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto lançou o portal Pensar Nutrição que promete fazer fact-checking dos principais mitos sobre alimentação.

Seja pelo crescente culto do corpo, pelo desejo de sermos mais produtivos, por razões ambientais ou simplesmente pela procura por uma dieta diferente, hoje mais do que nunca a informação sobre nutrição está na moda.

Contudo, por se tratar de uma temática quotidiana nem toda a informação acaba por se submeter ao mesmo rigor. Se há muitas e boas dicas globalizadas, que começaram pela voz de nutricionistas experientes e creditados, existem outros tantos mitos e falácias que à custa da viralidade da internet se vão enraizando.

“Existe um interesse crescente pelo tema da nutrição como determinante da nossa saúde. E um modelo de jornalismo e comunicação de ciência que se alimenta de notícias ao minuto, onde a internet e, em particular as redes sociais, são protagonistas. Todos estes fatores permitem uma maior circulação informação, porém nem sempre a informação de qualidade é a norma e, menos ainda, a sua validação por fontes independentes.”

Assim, torna-se cada vez mais importante separar o trigo do joio no que toca a informação nutricional e fazê-lo com conhecimento de causa. Foi com essa ideia como base que a Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto lançou o portal Pensar Nutrição que promete fazer fact-checking dos principais mitos sobre alimentação.

Sendo a FCNAUP a única faculdade pública de Nutrição existente em Portugal, com um acumular de conhecimento e massa crítica ímpar ao longo dos últimos 40 anos, resolvemos colocar este conhecimento à disposição da comunidade, através de texto curtos, baseados na mais recente evidência científica, de forma totalmente independente e isenta de conflito de interesses.

A plataforma, que já está online em pensarnutricao.pt, propõe-se, recorrendo aos conhecimentos acumulados no espaço académico e articulados por um conselho editorial, ir avaliando alguns dos principais mitos que surjam, especialmente, na web. Seguindo uma estrutura pré-definida e uma escala de classificação de três níveis, inspirada nos sites generalistas de fact-checking, o grupo propõe-se a articular conhecimento de professores, investigadores e alumni na verificação científica das notícias.

O projecto conta com o apoio da Direcção-Geral de Saúde portuguesa.