Como poupar o ambiente sem deixar de usar a internet

Não te vamos dizer para deixares de navegar, mas damos-te algumas dicas para tornares essa tua vida online mais verde.

Foto via Ecosia

Algumas das nossas actividades do dia-a-dia têm consequências mais visíveis para o planeta que outras. Andar de carro liberta dióxido de carbono para a atmosfera e, mesmo que se trate de um eléctrico, há um custo ambiental relacionado com o recarregamento das baterias, por exemplo. Já no que diz respeito à internet, parece que é algo que só anda pelo ar, invisível.

Mas a internet existe porque existem gigantes centros de dados espalhados pelo mundo e conectados entre si, através de cabos submarinos, alimentando a rede invisível 24/7, permitindo-te ver vídeos e memes, ouvir podcasts e música, enviar mensagens e e-mails… Enfim, apoveitar tudo aquilo que a internet tem para oferecer a qualquer momento e em qualquer lugar; tudo muitas vezes na palma da mão, através de equipamentos finos e desconectados de uma tomada, que dão a ideia de não estar a consumir nada.

BD via Firefox

Mas a internet tem uma pegada ecológica, e não é pequena. Não te vamos dizer para deixares de navegar, mas damos-te algumas dicas para tornares essa tua vida online mais verde. Este artigo é baseado numa peça da Mozilla/Firefox, que reúne algumas ideias “puxando a brasa à sua sardinha”, é claro, mas que nos pareceram interessantes de partilhar.

1. Ajusta as definições de energia do teu equipamento

No teu computador e/ou telemóvel, vai às definições de energia ou de bateria e ajusta-as para uma maior poupança. Assim, não só vais ter bateria para mais tempo, como vais ter de a carregar menos vezes, o que significa menos consumo energético. Coloca também o teu dispositivo a hibernar ou a desligar o ecrã após pouco tempo de inactividade e, se tiveres um computador fixo ou uma impressora ligada à corrente, considera desligá-los da corrente sempre que não os estiveres a usar (dica: usa uma daquelas tomadas com um botão de ON e OFF; é uma solução muito prática).

2. Reduz o brilho do teu ecrã

De acordo com uma dica do gestor energético da Faculdade de Direito de Harvard, se reduzires o brilho do teu ecrã de 100% para 70% podes poupar até 20% da energia consumida por esse monitor; além disso, a maior das pessoas, não irá dar conta dessa redução de brilho. Mais: além de poupares o ambiente, também poupas os teus olhos.

3. Desliga as opções de tracking

Quando abres um site no browser, estás não só a carregar essa página como, provavelmente, um conjunto de serviços de tracking, que não só recolhem dados pessoais teus como aumentam a factura energética da tua navegação. Browsers como o Firefox, o Chrome ou o Safari oferecem opções para impedires os sites de te seguirem (ou seja, o tracking); basta mudares nas definições para navegação estrita; contudo, alguns sites “mais gulosos” poderão deixar de funcionar correctamente.

4. Download em vez de streaming

Descarregar vídeos ou músicas para ouvir em vez de consumir esses conteúdos em streaming pode fazer ser melhor para o ambiente – pelo menos de acordo com um investigador, que determinou que o streaming de música resulta na libertação de 200-350 milhões de quilogramas de gases com efeitos de estufa. Apesar de empresas como a Apple ou o Spotify estarem a tornar a sua infra-estrutura mais verde, com o download também estás a descarregar um determinado conteúdo de uma vez só em vez de aos bocadinhos, pelo que não estás constantemente a puxar dados do servidor nem precisas de estar ligado à internet em contínuo.

A Greenpeace montou uma página onde detalha quais os serviços online mais verdes: Facebook, Instagram e WhatsApp têm nota mais alta numa escala de A a F, juntamente com as plataformas da Apple como o Apple Music, e com o YouTube da Google; o Netflix e Spotify têm um alaranjado D; já o Twitter está no vermelho com um F.

5. Reutiliza as tuas pesquisas

Coloca os sites que mais usas na barra de favoritos do teu browser ou escreve os URLs em vez de pesquisares ‘Twitter’ ou ‘Gmail’ quando queres aceder ao feed do Twitter ou consultar o teu e-mail. Dessa forma, evitas estar sempre a pesquisar a mesma coisa, ou seja, a trocar dados entre o teu browser e o motor de buscar, consumindo recursos energéticos desnecessariamente. Em alternativa, também podes reutilizar as pesquisas que fizeste anteriormente, digitando o que pretendes na barra do teu browser e esperando que ele te dê recomendações do teu histórico.

6. Bloqueia a reprodução automática de vídeos

Por defeito, plataformas como o Facebook, o Twitter ou o YouTube reproduzem automaticamente os vídeos enquanto navegas pelos respectivos feeds. Isso representa um consumo energético acrescido, tanto no teu dispositivo, como no lado dos servidores. Podes ir às definições desses sites para desabilitar a reprodução automática de vídeos ou recorrer às preferências do teu browser, se este tiver essa opção.

7. Compensa a tua pegada de carbono

Já te falámos do Ecosia, o motor de busca que planta árvores à medida que fazes pesquisas na web, e também já te explicámos como é que isso é feito: basicamente, a entidade responsável pelo Ecosia direcciona uma grande fatia das suas receitas para o apoio de projectos de florestação. Ou seja, apesar de o Ecosia não correr a 100% em infra-estrutura verde, compensa o seu impacto através da plantação de árvores; a empresa estima que já plantou mais de 66 milhões de árvores, um número que está sempre a subir na sua homepage. Usa o Ecosia, por exemplo; e podes calcular a tua pegada de carbono e comprar compensações de carbono, através, por exemplo, da organização sem fins lucrativos Carbornfund.org.

8. Aborrece-te

Yup, a internet pode ser divertida, informativa e inspiracional. Mas estar aborrecido é bom e é saudável para a mente. Desliga-te da net, olha à tua volta, aprecia o que está a acontecer no teu bairro, vai para um jardim…