Collapse OS, o sistema operativo para usar em caso de colapso mundial

O Collapse OS é um sistema operativo open-source capaz de operar com o mínimo de recursos possíveis e em aparelhos com uma baixa capacidade de processamento.

Sem que nos tenhamos apercebido uma revolução tomou conta dos aparelhos electrónicos que usamos cada vez mais. Num ritmo bastante rápido para surpreender os mais atentos mas suficientemente lento para passar despercebido aos nossos olhos, os aparelhos electrónicos com que fazemos as nossas tarefas diárias foram evoluindo, de sobremaneira, na sua capacidade de processamento e portanto nas possibilidades que nos oferecem. Esta evolução tem um custo diário que vamos pagando sob a forma de energia e recursos consumidos de cada vez que usamos o nosso computador, mais uma vez, sem que tenhamos consciência disso. Contudo tudo pode mudar um dia que esses recursos se tornem escassos. 

Foi a pensar nesse cenário, pós-apocalíptico, em que os recursos que hoje são abundantes se tornam escassos que o programador Virgil Dupras criou o Collapse OS, um sistema operativo open-source capaz de operar com o mínimo de recursos possíveis e em aparelhos com uma baixa capacidade de processamento. A ideia foi criar um sistema que fosse capaz de processar texto e fazer outras tarefas básicas sem estar dependente da energia em rede que hoje consumimos, podendo ser utilizado em ambientes de desastre como um cenário de guerra, em caso de colapso energético ou depois de um desastre natural de grande escala.

O Collapse OS foi programado a pensar não nos processadores mais comuns que hoje encontramos, de 16 ou 32 bits, mas numa versão anterior a estes, o Z80 de 8-bit que se encontra numa panóplia considerável de aparelhos electrónicos desde computadores de secretária até calculadoras gráficas, passando por instrumentos musicais e caixas registadoras.

O principal propósito do Collapse OS não é propriamente permitir aceder ao Facebook nem ver quantos e-mails tens por responder; focado nas necessidades pós-apocalípticas, pretende-se que o sistema operativo sirva para processar texto, aceder a ficheiros e para reprogramar microchips de modo a criar uma máquina estável feita a partir de componentes de outros aparelhos electrónicos que possam ser encontrados, por exemplo, no lixo; ou que, por outro lado, sirva para reconfigurar iPhones que pela sua dependência da rede se tornariam obsoletos nestes contextos.

Por agora Dupras decidiu não terminar o projecto – embora afirme que seria possível – em vez disso pretende reunir uma pequena equipa de crentes no apocalipse e bons na programação para através da plataformas Github poderem coordenar esforços no sentido de concluir a programação deste projecto. Uma grande discussão no Reddit foi o ponto de partida para o projecto se tornar conhecido e é onde podes saber mais detalhes contados na primeira pessoa por Virgil Dupras.