SAPO Prime é uma forma nova e bem-vinda de pagar por informação

Sem assinaturas, sem fidelização. Serviço do SAPO permite pagar à peça.

Actualmente, muitos órgãos de comunicação social “obrigam” a pagar assinaturas mensais para lermos uma determinada notícia ou reportagem. Essas assinaturas não só pretendem fidelizar-nos a uma mesma fonte de informação – o que pode não ser a melhor ideia de um ponto de vista de pluralidade –, como podem pesar na nossa carteira – às vezes estamos interessados num artigo de um meio e no dia seguinte queremos ler um conteúdo de outro; se formos a assinar todos os órgãos de comunicação social, a nossa factura mensal será cara.

O SAPO Prime é uma forma diferente e bem-vinda de consumir informação. Trata-se de uma secção no portal SAPO onde diferentes órgãos de comunicação social, parceiros do SAPO (como é o caso do Shifter), disponibilizam um catálogo de artigos, reportagens, entrevistas e notícias exclusivas que o utilizador pode escolher comprar e ler. Não existe assinatura mensal ou qualquer outra forma de fidelização– basta escolher o conteúdo que se quer comprar e fazer o pagamento, inserindo o número de telemóvel e pagando por MB Way ou pela factura MEO.

Lançado discretamente durante o Verão, o SAPO Prime foi oficializado, por assim dizer, esta terça-feira e representa para os órgãos de comunicação social uma nova fonte de rendimento, alternativa à da publicidade, que pretende valorizar a qualidade dos seus conteúdos. Para os utilizadores (que já visitavam o portal SAPO ou que agora tenham um motivo para tal), o SAPO Prime possibilita que estes possam comprar apenas os artigos que querem efetivamente ler e também que possam consumir informação sem publicidade. Ou seja, em vez de pagarem os artigos através de anúncios que vêem ao lado de artigos, pagam directamente esses conteúdos.

O modelo do SAPO Prime é único em Portugal mas não é inédito a nível internacional. Os micro-pagamentos em jornalismo foram uma ideia que uma start-up holandesa chamada Blendle, por exemplo, começou a fazer em 2014. Desde então, esta empresa – conhecida também como um “iTunes para notícias” – recolheu investimento do New York Times, da dona do Financial Times e do grupo alemão de media Axel Springer; a Blendle revelou recentemente não estar a conseguir fazer lucro com o modelo de micro-pagamentos e começou a apostar em subscrições premium. O SAPO Prime é, no entanto, diferente do Blendle – a plataforma pertence à estrutura SAPO, que, além do micro-pagamentos, tem outros modelos de negócio, como a publicidade, onde produz receita.

O SAPO Prime conta com alguns órgãos e grupos de media “a bordo”, nomeadamente as publicações ECO, Jornal Económico, National Geographic e Pplware, e os grupos Multipublicações, Newsplex e Trust In News. Em breve, conteúdos do Shifter também aparecerão na plataforma do SAPO Prime, mas só se e quando forem conteúdos que justifiquem pedir aos leitores um investimento. O lançamento do SAPO Prime marca também a apresentação da nova assinatura do SAPO, “Dá-te Mundo”, reafirmando o seu posicionamento enquanto um dos maiores agregadores de conteúdos da internet.