NATO testou redes sociais e deixa aviso: continuam a falhar e a ser manipuláveis

Para testar a capacidade das diversas redes sociais, um grupo de investigação associado à NATO terá gasto 333 dólares para comprar engagement falso para 105 publicações diferentes entre Facebook, Instagram, Twitter e YouTube.

Foto de NATO via Flickr, CC BY-NC-ND 2.0

Foi ainda antes do mês de Dezembro, com eleições no Reino Unido em perspectiva e as eleições dos Estados Unidos da América num horizonte cada vez mais próximo, que o grupo NATO Strategic Communication Centre of Excellence – um grupo independente que aconselha a Nato – levou a cabo um estudo da fiabilidade das redes sociais. A conclusão da NATO: que estas continuam a falhar na detecção de tácticas de manipulação.

Para testar a capacidade das diversas redes sociais, o grupo de investigação terá gasto 333 dólares para comprar engagement falso para 105 publicações diferentes entre Facebook, Instagram, Twitter e YouTube, num período de três meses – conforme conta a revista Forbes.

No total, entre 11 empresas russas e 5 europeias, terão conseguido um total de 3500 comentários, 25 mil gostos, 20 mil visualizações e 5 mil seguidores, que posteriormente terão denunciado às respectivas plataformas.

Dessa investigação, resultaram 18 739 denúncias entre as quatro plataformas onde as contas criadas estariam a ser responsáveis por interacções falsas.

As conclusões sobre a falência das plataformas na gestão destas situações surgiu posteriormente quando, passado três semanas, os investigadores concluíram que 95% das contas continuavam activas – um dado que revela a pouca agilidade das plataformas no combate a contas automatizadas.

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