Realeza britânica cria prémio multimilionário para ideias para salvar o Planeta

David Attenborough, a conhecida voz dos documentários sobre vida selvagem, considerou-o
 o mais prestigiado prémio ambiental
 da história.

Screenshot via YouTube

Depois de um 2019 marcado por uma onda de manifestações pelo clima, que trouxeram o tema à tona, cada vez são menos aqueles que duvidam deste flagelo e mais aqueles que querem motivar a procura por soluções. Em investigações ou outro tipo de iniciativas mais directas ou indirectas – incentivos financeiros, por exemplo –, acredita-se que só com o esforço coordenado de todos se pode inverter este ciclo catastrófico, potenciador de fenómenos como os incêndios que há meses devastam o território australiano.

Recentemente foi a realeza britânica, mais propriamente o Duque e a Duquesa de Cambridge, mostrar que a coroa britânica não está parada no tempo, nem dedicada a negar ou ignorar os avisos da ciência.

Pela voz do Príncipe William, a coroa britânica anunciou a criação do Earthshot Prize, um prémio acumulado de vários milhões de libras. Este prémio será distribuído aos vencedores de diversos desafios que, até 2030, serão lançados, procurando resposta para problemas como as alterações climáticas, a poluição atmosférica e o fornecimento de água potável. Assim, em cada um dos próximos 10 anos, cinco pessoas ou grupos que se distingam nesta luta serão galardoadas com o prestigioso prémio.

David Attenborough, a conhecida voz dos documentários sobre vida selvagem – e também um historiador e activista –, considerou-o o mais prestigiado prémio ambiental da história. No site oficial do Earthshot Prize, a declaração do Príncipe William dá o mote para os próximos dez anos; numa curta frase, pode ler-se: “As pessoas conseguem atingir grandes feitos. E os próximos dez anos apresentam-nos o maior dos nossos testes – uma década para reparar a Terra.”

O prémio – e o seu nome, Earthshot Prize – é inspirado no Presidente John F. Kennedy e na sua famosa promessa de um moonshot. Na altura, em 1961, o então Presidente norte-americano prometera algo que parecia impossível – um enviar um Homem à Lua – e que se concretizara oito anos depois. Desta vez, a realeza britânica clama por um Eartshot, uma iniciativa de semelhante dificuldade mas dedicada ao Planeta Azul.

O lançamento do prémio neste ano de 2020 também não é ao acaso sendo que este ano é descrito como um super ano para a mudança climática; está marcada a Convenção para a Biodiversidade para a China e a Cimeira pelo Clima (COP26) terá lugar no Reino Unido.