Sentes que não estás segurx na noite? #AskForAngela

Iniciativa nasceu no Reino Unido com o intuito de diminuir os crimes de violência sexual. A ideia é que mulheres ou homens que se sintam vulneráveis possam chamar pela Angela para pedirem ajuda discretamente.

Via Unsplash/Pim Myten
 
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A campanha que te apresentamos remonta ao ano de 2016 e, talvez por isso, no nosso critério editorial pudesse ser rejeitada. Contudo, considerando a temática e a pertinência da iniciativa, depois de a conhecermos não pudemos deixar de a partilhar. Chama-se #AskForAngela, ou #PerguntaPelaAngela em português, e é uma iniciativa que nasceu no Reino Unido com o intuito de diminuir os crimes de violência sexual. 

O #AskForAngela fez à altura parte de uma campanha integrada chamada #nomore, tendo sobrevivido ao tempo como um gimmick que pode funcionar como botão de pânico para as situações mais aflitivas. A ideia é que mulheres ou homens que se sintam vulneráveis – por exemplo, num primeiro encontro – possam perguntar ao empregado do bar, segurança ou DJ pela Angela, como forma de pedir ajuda discretamente.

O nome Angela, de resto, foi escolhido em homenagem a Angela Crompton, vítima de violência doméstica, e impulsionado pela ascendência do nome que deriva de “angel”.

Já nos Estados Unidos da América, uma semelhante estratégia foi posta em prática mas desta feita sem envolver a Angela. Numa variação do gimmick criado pelos britânicos, os norte-americanos decidiram trocar o chamar a Angela pelo pedir de um Angel Shot. O código nos EUA, segundo consta, tem um outro nível de complexidade em que quem pede ajuda pode logo definir que tipo de ajuda quer, pedindo por exemplo ‘with lime’ em caso de achar que é necessário chamar a polícia.

Estas ideias são simples e podem parecer uma brincadeira, mas a verdade é que são pormenores que podem salvar vidas e a diferença pode ser tão simples quanto conhecer um sinal comum. Podemos não adoptar a Angela mas fica a ideia no ar para no futuro sabermos todos por quem perguntar numa situação aflitiva.

Se não conseguirmos aumentar o número de patronos, a 2ª edição da revista será a última, e o Shifter como o conheces terminará no final de Dezembro. O teu apoio é fundamental!