Estes retratos foram programados por artistas e pintados por robôs

Rob e Nick Carter quiseram perceber como é que a tecnologia actual faz arte – ou seja, como é que algoritmos e braços robóticos se portam a pintar retratos humanos, reconhecíveis e interessantes, a partir de fotos reais.

Foto via Rob e Nick Carter/DR

Não é a primeira vez que vemos robôs ou algoritmos de inteligência artificial a fazerem arte – ou, vá, a desenharem (não queremos entrar em questões filosóficas sobre o conceito de ‘arte’). Mas é sempre interessante ver e partilhar obras que por máquinas são produzidas, como é o caso dos retratos de um duo de artistas londrino Rob e Nick Carter.

Rob e Nick,  seria injusto dizer que nada fizeram para que o conjunto de retratos a preto-e-branco que vão apresentar, em breve, numa exposição em Londres ganhasse forma num conjunto de telas. O duo de artistas trabalhou com uma equipa de programadores e especialistas em efeitos especiais para, numa espécie de ensaio, perceber como é que a tecnologia actual faz arte – ou seja, como é que algoritmos e braços robóticos se portam a pintar retratos humanos, reconhecíveis, a partir de fotos reais.

“Dark Factory Portraits” é o resultado dessa curiosidade e vai buscar o nome às fábricas que funcionam no escuro porque são automatizadas e os sistemas robóticos não precisam de luz para ver o que estão a fazer. O trabalho de Rob e Nick pode, assim, ser associado à questão do futuro do trabalho e da ameaça/oportunidade da sua automatização.

Entre os retratos apresentados por Rob e Nick, estão figuras como Frida Kahlo, Andy Warhol, Yoko Ono, Pablo Picasso, Marina Abramovic e Damien Hirst. O casal de artistas e a sua equipa programaram código em camadas de modo a dar alguma margem de manobra aos robôs, garantindo ao mesmo tempo o detalhe dos retratos. Podes ver imagens dos retratos aqui.

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