Jornal Mapa chega ao número 26 a lutar pela sua continuidade

Preço de capa sobe para 1,5 euros. Assinaturas têm também um ligeiro aumento. Jornal Mapa quer garantir a sua continuidade enquanto projecto voluntário, independentemente e em auto-gestão.

 
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O Jornal Mapa é diferente de todos os outros jornais: é feito cooperativamente por um conjunto de pessoas – jornalistas, redactores, cronistas, ilustradores, ensaístas… – espalhados pelo país. É um jornal regional com um propósito nacional, que, mais que contar a actualidade, procura explicar e criticar essa actualidade. É um “jornal de informação crítica”.

À 26ª edição, o Jornal Mapa surge a lutar pela sua sustentabilidade. Depois de um crowdfunding bem sucedido em 2018, que lhe deu fundos para se sustentar durante os meses seguintes, juntamente com as receitas das assinaturas e da venda de cada exemplar, o Mapa luta agora novamente pela sua continuidade. Sem remunerar a sua equipa, que contribui pela paixão de o fazer, o Mapa está à procura de novas formas de financiamento, tendo começado por aumentar o preço de capa.

Assim, após sete anos a custar 1 euro, o Jornal Mapa custa agora 1,5 euros. As assinaturas também aumentam: 15 euros por seis edições ou 20 euros caso queiras fazer uma “assinatura solidária”. De acordo com o Mapa, estes aumentos vão permitir a “continuidade de um projecto de informação crítica, feito de forma voluntária e mantendo assim a sua independência, autonomia e modelo de auto-gestão e horizontalidade”.

Em destaque nesta edição

A edição 26 do Mapa representa os meses de Fevereiro a Abril de 2020. As drenagens no Sado são o tema em destaque. Em torno da luta contra dragagens no rio Sado lançamos um olhar sobre a comunidade piscatória e a defesa do território contra a ganância portuária. Desvendamos ainda outras histórias de crimes ambientais, como a do império Vinci, a multinacional dona da Ana Aeroportos de Portugal; e lançamos o alerta pela defesa da Serra de Carnaxide e do Jamor, às portas de Lisboa.

Sobre a destruição das cidades causadas pelo turismo de massas, revelamos o apoio da UE às plataformas de alojamento de curta duração. As greves em França são motivo para dar conta das novas formas de luta animadas pelo espírito dos Coletes Amarelos, ao passo que na cidade do Porto, damos nota de um restaurante que vive os desafios da auto-gestão. O exemplo dos estivadores de Bilbo a Génova ilustra ainda como a luta contra a indústria da guerra deve começar nos territórios que a produzem.

E temos ainda outros desafios retratados no Mapa: um encontro de agricultores e hackers ou a agro-ecologia a viajar por África numa caravana. E entre outros tantos artigos e rubricas, despedimo-nos do Transmontano, que nos deixa um história de vida de firmeza contra os prepotentes e as prisões deste mundo.

O Jornal Mapa está disponível de Norte a Sul do país em diversos pontos de venda e podes também recebê-lo em casa, de três em três meses, fazendo uma assinatura.

Se não conseguirmos aumentar o número de patronos, a 2ª edição da revista será a última, e o Shifter como o conheces terminará no final de Dezembro. O teu apoio é fundamental!