Voluntários portugueses juntam-se para trabalhar em soluções tecnológicas para o Covid-19

É num grupo de Slack que a magia acontece. Dividida em vários canais, esta comunidade parece imparável: há novas mensagens a cair a cada segundo, projectos e ideias distintas a serem discutidas em simultâneo e chamadas a acontecer.

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O surto de Covid-19 colocou o trabalho remoto na ordem do dia e tem sido remotamente que perto de 800 pessoas, de empresas diferentes e das mais variadas áreas de actividade, se juntaram para encontrar soluções tecnológicas que possam ser úteis no actual contexto pandémico.

É num grupo de Slack que a magia acontece. Dividida em vários canais, esta comunidade parece imparável: há novas mensagens a cair a cada segundo, projectos e ideias distintas a serem discutidas em simultâneo e chamadas a acontecer. O grupo de trabalho chama-se tech4COVID19 e começou com uma conversa informal entre alguns fundadores de start-ups tecnológicas portuguesas; mas desde o fim-de-semana são centenas de voluntários que se associaram à ideia e que em conjunto estão a trabalhar em alguns projectos de base tecnológica.

São, neste momento, 12 as ideias em ebulição, algumas delas em estado bastante avançado. Uma das que está pronta é uma campanha de crowdfunding para compra de material hospitalar e que já está online na plataforma GoParity. Mas há outros objectivos em cima da mesa: melhorar o rastreamento de redes de contágio; facilitar videochamadas entre médicos e doentes; criar uma rede de suporte a médicos e enfermeiros deslocados ou a pessoas que simplesmente necessitam de ajuda para ir às compras ou à farmácia; criar um chatbot para se tirarem dúvidas dos apoios concedidos pelo estado às empresas e às pessoas singulares; disseminar informação, recrutamento e coordenação de profissionais de saúde; ou ainda criar um sistema que permita à população verificar sintomas sem necessidade de ir ao médico.

Quem quiser estar por dentro do tech4COVID19 pode juntar-se à comunidade no Slack e deixar aqui os seus dados. O projecto pode também ser acompanhado nas redes sociais Twitter, LinkedIn, Instagram e Facebook; e em breve será lançada em tech4covid19.org uma plataforma de acesso a todos os projetos, que oportunamente serão também divulgados individualmente.

A comunidade de voluntários tech4COVID19 conta com profissionais de áreas tão variadas como a cibersegurança, saúde, manutenção, recursos humanos, consultoria, serviços na nuvem, comércio eletrónico, dispositivos médicos, entre muitas outras. O movimento já está em contacto com profissionais de saúde e com as entidades competentes, tal como a Direção-Geral da Saúde, os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde e as Administrações Regionais de Saúde, de forma a validar a sua contribuição, tendo em conta as necessidades actuais do país, sem correr o risco de criar obstáculos às operações já em curso.

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