Cães-robô policiam parque em Singapura num vislumbre do futuro

Num projecto piloto, os cães-robôs da Boston Dynamics têm a sua primeira missão, garantir o respeito pelo distanciamento físico e a quarentena num parque urbano na Singapura.

Imagem via The Straits Times/YouTube
 
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Aprendemos com a história recente do mundo que, em momentos de guerra, a evolução tecnológica se dá de modo exponencial. Talvez por isso não seja de estranhar que, perante uma pandemia tantas vezes catalogada e referenciada com retórica bélica, a mesma evolução – ou a sua aplicação prática – se dê a um ritmo quase distópico. De repente, aplicações para rastreamento de contactos tornaram-se uma questão de tempo, sistemas de inteligência artificial preparam-se para detectar o uso de máscaras em multidões e… os cães-robô da Boston Dynamics fazem a sua primeira missão.

Há não muito tempo os vídeos dos robôs resistentes, flexíveis e ágeis da Boston Dynamics eram uma espécie de cartão de visita da empresa; corriam por toda a internet e geravam enorme especulação sobre os seus potenciais usos. De um lado, havia quem lançasse para cima da mesas os cenários distópicos; do outro, quem aplaudisse a inovação que deu origem a estes simpáticos bichos de metal.

Agora, num projecto piloto em Singapura, os cães-robô da empresa norte-americana têm a sua primeira missão, garantir o respeito pelo distanciamento físico e a quarentena no parque Bishan-Ang Moh Kio. Equipado com uma câmara e um altifalante que permite dar ordens e recomendações a quem for encontrado, o cão robótico amarelo passeia pelos trilhos do parque estendendo-se como um braço remoto para o exercício da autoridade.

Imagem via The Straits Times/YouTube

Esta primeira missão terá apenas a duração de duas semanas e, segundo consta, não será recolhido qualquer tipo de informação dos visitantes do jardim. Contudo, esta primeira imagem do cão em acção dá pistas para o tipo de ferramentas que podem estar prestes a ser incluídas nos arsenais de forças de autoridade de diversos países. Num contexto como este, em que é um vírus biológico a ameaçar a normalidade, ressalta à ideia a resistência metálica, e muito acima da média, do animal robô, apesar de por agora andar em passeios simpáticos e com mensagens pacificas. 

Neste contexto, será também interessante recordar a forma como a própria indústria da guerra se adaptou incluindo ferramentas como os drones, que permitem um exercício a longa distância. Sem alarmismos, não será de estranhar se este tipo de equipamentos permitirem mudanças no perfil do exercício da autoridade de forças de segurança um pouco por todo o mundo.

Se não conseguirmos aumentar o número de patronos, a 2ª edição da revista será a última, e o Shifter como o conheces terminará no final de Dezembro. O teu apoio é fundamental!