Quão rápida pode ser produzida uma vacina?

O desenvolvimento de uma vacina implica três fases: investigação científica prévia, teste em laboratório e produção em larga escala.

Screenshot via TED Ed
 
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O Covid-19 já causou mais de 9,1 milhões de infectados por todo o mundo, 4,5 dos quais entretanto já recuperados; perto de 500 mil pessoas morreram. A vacina é o “milagre” que todos esperam, e que se acredita que possa verdadeiramente travar a pandemia. Mas como é que se desenvolve uma vacina?

Um vídeo publicado pelo TED-Ed, o braço educativo da marca TED, explica como é criada uma vacina e porque é um processo demorado. No fundo, o desenvolvimento de uma vacina implica três fases: investigação científica prévia, teste em laboratório e produção em larga escala.

Em circunstâncias normais, o desenvolvimento de uma vacina demora 15 a 20 anos, mas perante uma pandemia como a actual os cientistas procuram encurtar significativamente esse tempo. É na parte de investigação que existe mais flexibilidade temporal. Neste momento, os investigadores experimentam diferentes abordagens para encontrar a vacina que, de forma mais segura e eficaz possível, permita introduzir o nosso sistema imunitário a um determinado vírus ou bactéria, dando-lhe a informação de que precisa para criar anticorpos que combatam uma infecção real.

De um modo geral, as vacinas mais eficazes são aquelas que demoram mais a ser produzidas; há formas de criar vacinas mais rápidas e que, por isso, oferecem menos resistência do corpo humano às doenças — por exemplo, conferindo imunidade durante um período mais curto.

Um dos métodos para acelerar o processo de investigação é trabalhar em diferentes modelos de vacinas ao mesmo tempo e testá-los; mas isso não significa que essas vacinas possam funcionar, não há qualquer garantia até que seja feito o teste em laboratório – que pode demorar de quatro meses a sete anos – e o teste clínico. Este pode ser bastante imprevisível e inclui diferentes fases: primeiro testar a intensidade da resposta imunitária, depois determinar dose certa, por fim avaliar a segurança da vacina para a população em geral, identificando efeitos secundários e reacções negativas. Esta é uma parte muito crítica e difícil de acelerar, mas é possível testar diferentes vacinas em ambiente clínico ao mesmo tempo.

Para uma vacina circular é ainda preciso a certificação e autorização das autoridades de saúde, que têm de rever os resultados e dar uma aprovação. A produção em escala pode seguir depois disso. Para compreenderes melhor toda esta viagem, recomendamos que vejas o vídeo em cima.

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