O que é uma VPN e porque é que agora, mais que nunca, faz sentido?

Com a adopção do teletrabalho, a VPN pode ser um factor essencial de segurança para funcionários e trabalhadores independentes, que gostem de trabalhar em casa mas precisam de se ligar ao escritório, ou que o façam do café mais próximo o seu local de trabalho.

Foto de Petter Lagson via Unsplash
 
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Para nos sentirmos seguros online podemos proteger a nossa identidade, usando apps com encriptação de ponta a ponta ou simplesmente limitando a informação que partilhamos com terceiros. Mas a verdade é que a segurança não é garantida só com esses cuidados. Quer seja acedendo por redes wi-fi públicas ou devido aos mecanismos de rastreamento a que muitas plataformas recorrem, podemos estar inseguros enquanto navegamos na internet ou a ser vigiados por alguma entidade.

Uma VPN – sigla para Virtual Private Network (Rede Privada Virtual, em português) – é a tecnologia para quem procura redobrar a privacidade das suas conexões online, aumentando a sua segurança no mundo digital, navegando através de uma ligação paralela, por assim dizer. Na prática, uma VPN é uma espécie de “internet privada” dentro da internet.

Imagina que estás no teu computador e aceder a um determinado site que está alojado num servidor remoto, ou a um servidor teu que tens lá no escritório: sem uma VPN essa ligação é feita através de uma estrada nacional que todos podem usar; já com uma VPN viajas por dentro de um túnel privado, paralelo e directo, ao qual só tu tens acesso. A ligação pela VPN pode ser menos ou mais rápida consoante o comprimento desse túnel – se usares um serviço de VPN localizado noutro país, pode demorar mais a ligação entre o teu dispositivo e o servidor; já se optares por uma VPN em Portugal, a ligação pode ser tão rápida quanto o não uso de VPN. Assim, o provedor do serviço de VPN que escolheres será determinante na velocidade da navegação.

A história da VPN remonta a 1996 e à Microsoft; um funcionário da tecnológica norte-americana desenvolveu um protocolo que permitia o tunelamento de dados de uma ponta à outra, chamado Point-to-Point Tunneling Protocol ou PPTP. O PPTP permitia uma ligação mais segura de um computador à internet e é considerado por muitos o precursor da VPN. A VPN foi inicialmente uma necessidade das grandes empresas e organizações que precisavam de uma forma mais segura e privada de transferir ficheiros entre diferentes escritórios e que os funcionários tivessem também acesso em casa, sem correr o risco de haver fuga de dados que poderiam ser confidenciais.

À medida que a tecnologia foi evoluindo, as VPNs tornaram-se melhores e mais robustas e foi uma questão de tempo até utilizadores normais perceberem as suas vantagens, através das primeiras ofertas comerciais de VPNs. Hoje, uma VPN é uma tecnologia relativamente acessível e que, mais do que permitir a transferência de ficheiros em segurança entre diferentes dispositivos, oferece protecção contra a censura de governos, ataques de hackers, roubo de dados e rastreamento de informação para venda de anúncios.

Resumidamente, sem uma VPN, a ligação entre um computador e um site (servidor) é feita através de protocolos convencionais, que não são privados e seguros por completo. Com uma VPN, como acima referido, é criado um túnel entre o teu dispositivo e o site que queres consultar; essa ligação – que é mais segura mas, atenção, não é anónima – é estabelecida em cima da infra-estrutura pública usando tecnologias de tunelamento e criptografia para manter os dados seguros durante a viagem, garantindo a confidencialidade, autenticação e integridade necessárias para garantir a privacidade das comunicações requeridas.

Existem diferentes serviços de VPN, dependendo do protocolo usado para o tunelamento do tráfego (IPsec, SSL/TLS, DTLS, MPPE, SSTP, MPVPN, SSH…), onde termina o túnel (se do lado do consumidor, se do lado da rede), a tipologia da ligação (se é site-para-site ou rede-para-rede), os níveis de segurança dessa VPN, quantas camadas existem na ligação (ou seja, quantos intermediários há na VPN entre o teu dispositivo e o servidor) e as redes que existem em simultâneo.

Como referido, as VPNs têm aplicações muito úteis no contexto empresarial, permitindo às pessoas aceder a documentos e conteúdos da empresa remotamente, o que se torna especialmente relevante numa altura em que a actual pandemia empurrou muitos de nós para o teletrabalho e esta modalidade está a ser incentivada. Contudo, podem ter um papel igualmente importante na simples navegação pelo mundo online, protegendo a nós e a nossa privacidade.

É possível montares a tua própria VPN ou subscreveres um serviço que faz tudo por ti. A WebHS, parceira de alojamento do Shifter, também tem uma VPN que custa desde 15 €/mês, existindo opções anuais e bianuais que te permitem poupar entre 10 e 20%. A VPN da WebHS oferece a segurança que se espera num serviço deste tipo, podendo ser útil para aceder remotamente a um servidor local ou aceder À internet em locais públicos com a rede de um café ou biblioteca. Funciona em qualquer sistema operativo, browser e equipamento, é portuguesa pelo que terás velocidades mais rápidas, tens protecção contra ataques por DNS e ainda suporte em português 24/7.

Caso te interesse uma VPN, podes saber mais aqui.

Este conteúdo resulta de uma parceria entre o Shifter e a WebHS – forncedora do alojamento digital do projecto.

Se não conseguirmos aumentar o número de patronos, a 2ª edição da revista será a última, e o Shifter como o conheces terminará no final de Dezembro. O teu apoio é fundamental!