Como é que vocês responderam ao nosso questionário?

Em Agosto lançámos um desafio à comunidade: quisemos perceber como são os teus hábitos de consumo de informação. Procuras manter-te informadx? Como? Encontras o que procuras? Ou consomes o que encontras? Mais de uma centena de pessoas contou-nos tudo, ajudando-nos nesta mudança e a servir conteúdo informativo cada vez mais ao seu gosto.

Se ainda quiseres responder, podes fazê-lo. Aqui mesmo.

Obtivemos respostas muito interessantes, vamos partilhar algumas delas:

Também podes ver as respostas aqui.

Algumas das respostas mais interessantes surgiram à pergunta: Se te pedissem para imaginares uma web melhor, como é que ela seria?

  • Sem tanta publicidade, com filtros comandados por mim para ter acesso ao que me interessa.
  • Com uma divisão mais clara sobre o que são redes sociais e para o que servem, nomeadamente a questão das fake news e o verdadeiro papel do jornalismo.
  • Uma web que guiasse os utilizadores para artigos mais educacionais e que tivessem um certo impacto, atraindo as pessoas a ler certos artigos.
  • Mais voltada para a comunidade; Em que a veracidade da informação seria o mais importante.
  • Mais livre.
  • Mais pacifica.
  • Distribuída e responsável.
  • Livre, sem bloqueios e com informação objectiva.
  • Um espaço onde houvesse de facto liberdade para criar, expressar e receber opiniões diversas, que não compactuasse com o ódio e a ignorância. Idealmente, as caixas de comentários só abririam umas 2 ou 3 horas depois dos artigos serem publicados…
  • Tentaria evitar o efeito bolha de informação.
  • Sem clickbaits, sem publicidade chata, sem fake news, sem tracking.
  • Isenta. Imparcial. Com mais sinal, menos ruído.
  • A web é como o universo, está em permanente expansão. É impossível controlá-la ou impor-lhe limites. Ela é de todos e esse é o seu único problema. Cada um, deve construir a sua: escolher os seus mediuns, seleccionar as suas fontes, consumir os seus conteúdos. A minha web – ou a minha idealização de web – não tem espaço para as futilidades das redes sociais nem para a opinião desinformada e desumana que qualquer um pode produzir.
  • Uma web mais aberta à criativadade e a novos assuntos. Com novas formas de pensar e de abordar os temas, sem que houvessem tantas discussões ou comentários de ódio gratuito. Deve existir sim um debate e aceitar que existem outras ideias e formas de pensar. Uma web em que se criem pontes em vez de muros.
  • Menos estática, informação atualizada dinamicamente.
  • Obviamente mais equilibrada, sem o perigo dos monopólios. Mais importante, regulada, para proteger a essência original de abertura da web.
  • Uma web mais controlada no que toca às fake news. Jornalismo verdadeiro, que não escreva mentiras e que me faça confiar naquilo que estou a ler e não questionar se é mentira aquilo que é noticiado.
  • O algoritmo (filtro) seria a carta dos direitos humanos. quem infringisse algum dos artigos em espaços onde não fosse permitido faze-lo seria penalizado. existiam áreas especificas para tópicos específicos com regras adequadas. As redes sociais estão a estragar as pessoas com tanto relativismo. por exemplo os nazis que andem na darkweb, os religiosos por ai. porque razão a liberdade de expressão não tem filtros? uma net por domínios: arte/religiao/ politica/ etc. toda a gente devia saber q open source é mais seguro q windows, usar VPN e addons nos browers ajuda, ter passwords fortes em vez password-facebook. Educação na área informática para todas as idades em especial os mais novos. As tecnologias do blockchain ajustadas á web estao a revolucionar tudo. etc.
  • Mais personalizada por mim próprio, mais transparente na personalização que me impingem.
  • Menos spammed, com uma maior distinção entre o que é informação e opinião e patrocínio.
  • Uma web em que o marketing não fosse o principal motor.
  • Descrever uma web melhor dava uma dissertação, mas por limitação de caracteres vou tentar ser sucinta. Se pensarmos de uma forma utópica, eu diria que a maior preocupação dos leitores, neste momento, é o acesso desmedido da nossa privacidade, portanto uma web que fornecesse informação e não consumisse os nossos detalhes pessoais seria o ideal. No entanto, falando de uma forma realista penso que uma mistura do que já se faz nas plataformas de notícias seria o bom começo. Nomeadamente, não selecionar notícias baseadas no nosso histórico ou preferências, caso contrário vamos estar perpetuamente a olhar para as notícias da mesma perspetiva e é impossível compreender e analisar sem ter acesso aos vários ângulos da mesma. Segundo, permitir salvar/guardar as notícias que nos interessam. A maioria dos sites tem esta opção e é uma das principais razões pelas quais uso o Feedly, por exemplo. Terceiro, criar fóruns que promovam a discussão saudável de temas. Infelizmente, não tenho soluções fáceis, rápidas ou económicas para este ponto, mas acho que, por exemplo, o serviço de fact-check que o The New York Times fornece é um bom ponto de partida. Quarta, o que o Shifter está a fazer. Perguntar diretamente aos leitores de que forma é que eles preferem consumir notícias, mas tendo sempre em consideração que nem sempre o interesse do público é interesse público.
  • Mais certificados de Seriedade. Uma espécie de ERC da web. Porque de outra maneira um “ta bonito” é tão noticia como qualquer outro meio credível.
  • Menos centrada nas pessoas, mais centrada nos conteúdos.
  • Mais aberta, menos concentrada, e com plataformas onde o modelo de negócio se baseia em reter o máximo de tempo os seus utilizadores.
  • Com vários pontos de vista.
  • Mais humana, patrocinadora de ‘offline’, i.e menos chamber(s) ou bubble(s) mais… a societal space promoting dialogue, resolution and progress. Menos ‘feed’ e ‘like/dislike’, mais ‘festival’ e ‘hackathon’.
  • Mais aberta e colaborativa.
  • Mais direitos de privacidade.
  • Sem 1000 coisas a puxar a nossa atenção. Focada.
  • Mais unida.
  • De código aberto e de acesso gratuito à informação. Subscrições de artigos de opinião apenas e por unidade, ou por pessoa, não por jornal. Também devia ser mais fácil seguir uma pessoa – em todas as suas redes e websites – do que aquilo que é agora.
  • A app do NYTimes casada com a do Guardian.
  • Não imagino uma web melhor, acho sim que as pessoas deviam filtrar melhor a informação a que têm acesso bem como as fontes.
  • Livre sem virus nem publicidade indesejada. Conhecia-me e apresentava o que eu queria ver. Algumas coisas que eu nem sabia que existiam numa lógica de acrescentar valor e incentivar a maior atualidade e conhecimento das áreas que mais me interessam.

Mais uma vez: se ainda quiseres responder ao questionário, podes fazê-lo. Aqui mesmo.