A Greve Climática dos estudantes… de Lisboa a Estocolmo, passando pelas Caldas

Por todo o mundo, estudantes fizeram greve pelo clima. Em Portugal, existiram concentrações de norte a sul do país. Estivemos em Lisboa e nas Caldas da Rainha, mas também em Estocolmo.

Ter colaboradores do Shifter espalhados, casualmente, por diferentes geografias tem os seus frutos. Hoje, por todo o mundo, estudantes faltaram novamente às aulas e fizeram greve pelo clima. Juntos ganharam voz e gritaram bem alto as suas preocupações em relação às alterações climáticas. “O que é que aconteceu desde 15 de Março? Nada”, diziam nas ruas de Lisboa, das Caldas da Rainha, de Estocolmo…, fazendo assim eco da primeira Greve Climática que aconteceu nessa data.

Em Lisboa

O epicentro desta reportagem foi em Lisboa, onde de câmara na mão e com perspectivas de fazer ali uma fotorreportagem acompanhámos a macha de milhares de jovens desde a praça do Marquês de Pombal até à Assembleia da República. Estudantes do ensino básico, alunos do secundário, malta universitária, miúdos acompanhados pelos pais, outros em grupos de amigos. Perguntou-se porque faz calor no Inverno, disse-se que não há planeta B, lembrou-se a questão do plástico… De cartazes na mão e com energia para fazer barulho, os estudantes conseguiram formar uma massa crítica que, durante o percurso, não terá passado despercebida aos olhos de ninguém.

Fotos de João Ribeiro/Shifter

Nas Caldas da Rainha

“‘Tou? ‘Tás onde? Na manif do clima. Eu também, comecei a ouvir barulho e fui ver o que se passa.” A poucos quilómetros de Lisboa, nas Caldas da Rainha, o cenário de Lisboa repetia-se. A uma escala mais pequena, claro, mas suficiente para se fazer notar na cidade leiriense. Estamos aqui a cobrir o Festival Impulso, mas a presença da Greve Climática também nos captou a atenção. Apanhámos a marcha a meio, quando ia a passar na Praça da República pelo meio do mercado que de vez em quando toma de assalto aquele espaço; pelas ruas do centro histórico, os jovens dirigiram-se à Câmara Municipal, como estava previsto e onde terminaram a acção. Fernando Tinta Ferreira, Presidente da Câmara das Caldas da Rainha (pelo PSD), saiu para ouvir os estudantes.

Fotos de Mário Rui André/Shifter

Em Estocolmo, Suécia

“Alguém a escrever sobre a Greve Climática? Passei pela de Estocolmo, tenho clips e fotos, incluindo a Greta que estava lá!” A vida pode levar-nos para fora de Portugal por qualquer motivo e no Shifter temos vários exemplos disso. Apesar de separados por fronteiras, encontramo-nos diariamente através da internet e é através dela que vamos mantendo o contacto – afinal de contas, somos uma empresa remota. Um dos nossos colaboradores, que está a estudar em Estocolmo, comentou na nossa plataforma de chat que se cruzou com a Greve Climática na capital da Suécia, terra da pequena grande Greta Thunberg, e descreve assim os acontecimentos:

“A marcha começou à hora certa. Pelas onze e meia da manhã centenas de protestantes, a maioria estudantes, já tinham a sua colecção de cartazes pronta a ser exibida. Muito por culpa de Greta Thunberg, estes dias – Fridays for Future – passaram a ter um estatuto especial dentro da comunidade escolar, permitindo que os estudantes possam faltar à escola para fazerem parte destas atividades. Num ambiente eléctrico, com bastantes cânticos casuais e energéticos, as milhares de pessoas que iam enchendo os caminhos do parque Humlegården, em Estocolmo, estavam com extrema vontade de apoiar a causa e de se fazer ouvir. O rubro aconteceu quando a Greta apareceu ela mesma, perto de protestantes e amigos.”

Fotos de David Carvalho/Shifter

 

Por todo o mundo, estudantes fizeram greve pelo clima. Em Portugal, existiram concentrações de norte a sul do país: não só em Lisboa ou nas Caldas, como vos contámos. Também no Porto, em Évora, em Viseu ou em Coimbra.